Sem casos confirmados há 7 anos, MS investiga suspeita de hantavirose em Campo Grande

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Mato Grosso do Sul não registra casos confirmados de hantavirose desde 2019 e, conforme o comunicado divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde, neste momento há um caso suspeito em investigação em Campo Grande. O paciente deu entrada inicialmente como suspeita de leptospirose, e o protocolo prevê a realização de exames para outras doenças com quadro clínico semelhante.

A SES emitiu nota informativa que reafirma a manutenção de vigilância ativa e protocolos permanentes de resposta para agravos de impacto na saúde pública, destacando a estrutura estadual de preparação e atuação em situações de risco.

Sobre a organização das ações, Larissa Domingues Castilho de Arruda, superintendente de Vigilância em Saúde da SES, introduz seu posicionamento e em seguida apresenta a afirmação da instituição

“Mato Grosso do Sul possui protocolos alinhados às diretrizes do Ministério da Saúde, com ações integradas de vigilância epidemiológica, monitoramento laboratorial, capacitação das equipes de saúde e educação em saúde”

Monitoramento e grupos de risco

O plano estadual de contingência para desastres provocados por chuvas intensas inclui a hantavirose entre os agravos prioritários acompanhados pela vigilância. A condução das medidas segue protocolos nacionais e instrumentos estaduais de resposta integrada em Saúde Única, com unidades sentinelas que aceleram a identificação de ameaças e a adoção de respostas oportunas.

Os manuais do Ministério da Saúde apontam maior registro de casos nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, especialmente em áreas rurais e em atividades ligadas à agricultura. Trabalhadores rurais e profissionais envolvidos na limpeza de depósitos, silos, galpões e ambientes fechados estão entre os mais expostos.

Sintomas e orientações de prevenção

O quadro inicial da doença pode incluir febre, dores musculares, dor abdominal, cansaço intenso, náuseas e vômitos. Em formas graves a evolução pode ser rápida, com comprometimento pulmonar e cardiovascular que demanda atendimento médico imediato.

Para reduzir o risco de exposição a partículas de urina, fezes e saliva de roedores infectados, a SES recomenda a adoção contínua de medidas de higiene e controle ambiental. É aconselhado evitar o acúmulo de lixo, entulhos e restos de alimento, armazenar grãos e rações em recipientes bem fechados e vedar frestas em residências e depósitos.

Antes de limpar ambientes fechados é necessário ventilar por pelo menos 30 minutos. Locais com sinais de roedores não devem ser varridos, e sim higienizados com pano úmido e solução desinfetante para evitar a formação de aerossóis contaminados.

Em situações de risco ocupacional, a SES orienta o uso de equipamentos de proteção individual como máscaras PFF3, luvas, avental e óculos de proteção. As ações de educação em saúde e comunicação complementam as medidas de controle e são parte das estratégias continuadas das equipes de vigilância estaduais.

A nota informativa foi divulgada pela comunicação da SES e assinada em documento intitulado Nota Informativa Hantavirose 2026 por Danúbia Burema, Comunicação SES, servindo como fonte oficial das informações divulgadas neste texto.

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