Idoso é preso por suspeita de matar homem após cobrança por programa sexual em MS

Polícia realiza investigação em residência de Ponta Porã onde ocorreu homicídio.

Gilson Bueno Mendonça, de 63 anos, conhecido como “Bigode”, foi detido nesta segunda-feira sob acusação de espancar até a morte Juliano Aparecido Ribeiro, de 42 anos, conhecido como “Lobisomem”, durante a madrugada de 13 de agosto no Bairro Coophafrontera, em Ponta Porã, a mais de 300 quilômetros da Capital. A investigação policial indica que o idoso contratou Juliano e uma mulher que o acompanhava para um programa sexual antes do desentendimento que terminou no crime.

Imagens de câmeras de segurança e depoimentos colhidos pela polícia contestam a alegação inicial do suspeito, que disse ter agido em legítima defesa ao enfrentar suposto furto cometido pelo casal. Segundo apuração, após passarem por uma conveniência, o grupo seguiu juntos para o imóvel de Juliano, onde Gilson afirmou que retornaria para buscar dinheiro e efetuar o pagamento combinado. Com a demora, Juliano e a mulher teriam ido até a residência do idoso para cobrar o valor do serviço. Foi neste momento que ocorreu a discussão, seguida da agressão que resultou na morte da vítima, atingida com golpes de madeira.

No relato entregue à polícia militar durante a madrugada do crime, Gilson informou ter ouvido ruídos vindo do quintal e, ao verificar a situação, encontrou Juliano já caído ao lado do meio-fio, apresentando machucado no supercílio e uma faca nas proximidades. O corpo entrou para o sistema como não identificado, sendo posteriormente reconhecido a partir de tatuagens e fotografias do banco de dados policial.

Em diligências posteriores na Rua Carandá, foram apreendidos dois pedaços de madeira e estilhaços localizados próximo a uma poça de sangue, materiais considerados relevantes para elucidar a dinâmica do ocorrido. A mulher que estava com Juliano prestou depoimento, e suas informações reforçaram a versão da investigação sobre os fatos prévios ao homicídio. Após cumprimento do mandado judicial, Gilson Bueno Mendonça foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição do Poder Judiciário.

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