Governo de MS amplia leitos e articula vacinação contra chikungunya em Dourados

news 176068 1774890062

O Governo de Mato Grosso do Sul elevou a resposta à chikungunya na região da Grande Dourados com a abertura de 15 leitos exclusivos para casos moderados e graves e um conjunto de medidas que vão desde vigilância diária até o envio de equipamentos para controle de vetores.

Além de ampliar a capacidade de atendimento hospitalar, a Secretaria de Estado de Saúde forneceu medicamentos da farmácia básica para o manejo clínico e estruturou a Sala de Situação com monitoramento contínuo e reuniões diárias, preparando o município para a possível ativação do Centro de Operações de Emergência.

Vacinação e confirmação laboratorial

O estado formalizou pedido ao Ministério da Saúde para integrar a estratégia piloto de vacinação contra a chikungunya, pleito motivado pelo cenário epidemiológico observado em Dourados e, em particular, em território indígena. A inclusão no programa piloto depende do envio da vacina pelo Ministério, com preparo prévio das equipes de vacinação.

O Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso do Sul) foi mobilizado para garantir suporte ao diagnóstico e à confirmação oportuna dos casos, complementando o fluxo de notificação e o apoio às investigações de óbitos relacionadas às arboviroses.

Vigilância, controle vetorial e atuação em territórios indígenas

As ações de vigilância foram intensificadas com monitoramento diário e suporte técnico aos municípios. No campo, equipes estaduais reforçam atividades de busca ativa por focos do Aedes, identificação de criadouros e orientação à população, além de medidas de bloqueio para conter a transmissão.

O suporte ao controle vetorial inclui envio de bombas costais motorizadas, equipamento UBV pesado conhecido como fumacê, execução de Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) em pontos estratégicos, instalação de Estaçõess Disseminadoras de Larvicidas e suporte logístico, além da atuação direta das equipes nos municípios afetados.

Nos territórios indígenas, a intervenção recebeu prioridade. Foram instaladas estações disseminadoras de larvicidas, promovida a capacitação de Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN) e de Agentes de Combate às Endemias (ACE) e mantida presença contínua das equipes nas comunidades para adequar as ações às especificidades locais.

O Governo do Estado também enviou equipes técnicas para reforçar o trabalho de campo em Dourados, depois de alinhamento direto das estratégias com a presença da secretária-adjunta da SES, Crhistinne Maymone, no município.

Maurício Simões Corrêa, secretário de Estado de Saúde, destacou a base da resposta na integração entre assistência e vigilância. “Estamos atuando de forma coordenada, com monitoramento diário, apoio aos municípios e ampliação da capacidade de atendimento. É uma resposta estruturada para reduzir a transmissão e garantir cuidado adequado à população”

A atuação interinstitucional envolve a integração entre a SES, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), a Coordenação Geral de Arboviroses (CGARB), o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) e a Secretaria Municipal de Saúde de Dourados, com objetivo de articular ações e otimizar recursos.

Com a sequência dessas medidas, o Executivo estadual busca reduzir a circulação do vírus e assegurar atendimento clínico e diagnóstico mais ágil à população impactada pelas arboviroses, mantendo como prioridade as localidades e comunidades com maior incidência de casos.

PUBLICIDADE


andorinha

Veja também