Mulheres protestam em todo o país contra feminicídio
Neste domingo, 7 de dezembro, mulheres de diversas cidades brasileiras participam de manifestações nacionais contra o feminicídio e todas as formas de violência que violam o direito das mulheres a viver com liberdade, respeito e segurança. A mobilização foi convocada por coletivos, movimentos sociais e organizações feministas após uma série de crimes recentes que chocaram o país.
Sob o lema “Basta de feminicídio. Queremos as mulheres vivas”, os atos buscam romper o silêncio, exigir justiça e afirmar que a sociedade não aceitará mais a impunidade.
📌 Principais atos programados para este domingo:
- São Paulo (SP): 14h, vão do Masp
- Curitiba (PR): 10h, Praça João Cândido (Largo da Ordem)
- Campo Grande (MS): 13h (horário local), Av. Afonso Pena (em frente ao Aquário do Pantanal)
- Manaus (AM): 17h, Largo São Sebastião
- Rio de Janeiro (RJ): 12h, Posto 5 – Copacabana
- Belo Horizonte (MG): 11h, Praça Raul Soares
- Brasília (DF) e Entorno: 10h, Feira da Torre de TV
- São Luís (MA): 9h, Praça da Igreja do Carmo (Feirinha)
- Teresina (PI): 17h, Praça Pedro II
Contexto dos protestos
A mobilização ocorre após crimes recentes, como o assassinato da cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, 25 anos, em Brasília, cujo corpo foi encontrado carbonizado; a tentativa de feminicídio contra Tainara Souza Santos, atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro; e o duplo homicídio de funcionárias do Cefet-RJ, mortas a tiros por um colega de trabalho.
Dados alarmantes
- 3,7 milhões de mulheres sofreram violência doméstica nos últimos 12 meses (Mapa Nacional da Violência de Gênero).
- Em 2024, foram registrados 1.459 feminicídios — média de quatro mulheres assassinadas por dia.
- Em 2025, já são mais de 1.180 feminicídios e quase 3 mil atendimentos diários pelo Ligue 180, segundo o Ministério das Mulheres.
Reação política
Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo por um grande movimento nacional contra a violência de gênero, cobrando dos homens uma resposta para mudar a cultura de violência que ainda predomina na sociedade.
