Mulher é assassinada a tiros em casa e polícia investiga ligação com guerra de facções
Crime em Maracaju levanta suspeita de retaliação ligada ao PCC.
Uma mulher de 44 anos identificada como Marilei Pereira de Souza foi morta a tiros, na tarde desta terça-feira, dentro de sua residência localizada na Rua Castro Alves, no bairro Ilha Bela I, em Maracaju, município do interior sul-mato-grossense. Conforme informações repassadas pelas forças de segurança, o suspeito fugiu logo após o crime em uma moto Honda Biz de cores verde e preta, e até o momento não foi localizado.
A vítima era mãe de Armando de Souza Barbosa, preso no final de agosto após ação da Força Tática durante ocorrência referente a tráfico de drogas e porte de arma. No mesmo dia em que Armando foi detido, ele teria sido flagrado perseguindo e atirando contra três pessoas na Vila Juquita, ocasião em que, segundo a polícia, gritou o nome do Primeiro Comando da Capital durante o ataque. Diante desse histórico, investigadores avaliam como possível a conexão do homicídio de Marilei com disputas entre facções rivais, alimentando a hipótese de uma retaliação no contexto da chamada guerra de facções.
Investigações e buscas
O crime foi cometido quase na esquina com a Rua Alan Kardec e chamou a atenção de moradores do bairro, que relataram uma movimentação intensa no local. Quem praticou o homicídio foi descrito como sendo um homem alto, magro, trajando calça bege e blusa acinzentada. Logo após os disparos a área foi isolada por equipes da Polícia Militar e Polícia Civil, enquanto profissionais da Polícia Científica de Dourados partiram para o levantamento do local.
Armando de Souza Barbosa, conhecido como “Tiu”, segue preso após sua detenção no dia 26 do mês passado. Além das acusações de tráfico e porte ilegal de arma, ele figura também como suspeito de uma tentativa de homicídio. Autoridades locais continuam realizando diligências em busca de mais informações e na tentativa de capturar o responsável pelo homicídio, sem descartar o envolvimento de grupos criminosos organizados nesta ocorrência violenta.


