ONG de Campo Grande terá 10 meses para encontrar lares para 73 cães antes de fechar

Voluntários cuidando de cães no abrigo Guarda Animal durante período de transição

Guarda Animal terá prazo de transição para buscar adoções e receber doações enquanto prefeitura amplia apoio com vacinas castração e microchipagem

A Justiça homologou acordo que dá à ONG Guarda Animal 10 meses para doar 73 cães antes do encerramento das atividades em Campo Grande e mantém a responsabilidade da instituição sobre os animais durante esse período permitindo que a entidade receba doações para alimentação medicamentos e manutenção do abrigo.

O advogado da ONG Eduardo Pracz informou que o acordo foi homologado pelo juiz Eduardo Trevisan da 2ª Vara de Direitos Difusos Coletivos e Individuais Homogêneos e que a organização concentrará esforços na busca por novos lares enquanto apresenta relatórios financeiros periódicos no processo.

O defensor ressaltou a continuidade do recebimento de recursos essenciais à manutenção do abrigo. “A gente conseguiu manter esse direito delas receberem doações que são imprescindíveis para o funcionamento da Guarda Animal”.

Ele acrescentou que há governança sobre o patrimônio arrecadado e que a população pode contribuir com segurança. “Fiquem tranquilos que elas estão tendo uma governança, sim, em relação ao patrimônio que é arrecadado. Podem doar tranquilamente, sabendo que todos esses valores são destinados integralmente à causa animal, aos resgates e à manutenção dos animais”.

Novos resgates permanecem suspensos salvo em situações excepcionais como abandono em frente à sede da organização.

Apoio municipal

A prefeitura de Campo Grande terá participação ampliada na assistência aos cães e deverá oferecer vacinação castração microchipagem exames veterinários e outros atendimentos necessários ao bem-estar dos animais.

A Superintendência de Bem-Estar Animal também assumiu compromisso de buscar alternativas para ajudar na manutenção da estrutura da ONG durante a transição.

Se houver animais no abrigo ao fim dos 10 meses eles serão encaminhados ao município que definirá a destinação de cada um conforme critérios técnicos e a legislação vigente. A possibilidade de transferir a posse dos cães para estruturas municipais vinha sendo discutida no curso da ação civil pública movida pelo Ministério Público.

Antes da audiência a Guarda Animal publicou nas redes sociais que o processo poderia levar à transferência da posse dos animais para a Prefeitura e ao encerramento das atividades e fez um apelo por doações para quitar dívidas com clínicas veterinárias despesas com água e energia além de incentivar a adoção.

Após a audiência Eduardo Pracz afirmou que o acordo encerra pedidos como o bloqueio de contas e a interdição do espaço da ONG e contestou informações sobre supostos gastos pessoais com recursos da entidade apontando que as movimentações citadas ocorreram em 2022 quando as responsáveis ainda não contavam com assessoria jurídica e contábil.

Segundo a defesa os procedimentos foram corrigidos desde então e as despesas pessoais passaram a ser totalmente separadas das contas da organização. As alegações da defesa ainda serão analisadas no decorrer do processo judicial.

As informações são do G1

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