Mato Grosso do Sul atrai novos grupos internacionais para o Vale da Celulose

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Com protocolos assinados e investimentos privados bilionários o Estado intensifica busca ativa por fornecedores para consolidar o polo do Vale da Celulose e ampliar empregos

Uma empresa chinesa especializada na fabricação de arames formalizou intenção de instalar unidade em Três Lagoas, dentro do polo industrial local, com objetivo de abastecer as grandes fábricas de celulose do Estado.

O governador Eduardo Riedel recebeu os representantes do grupo na quarta-feira (6) para a assinatura do protocolo de intenções, etapa que antecipa a instalação da fábrica em área estratégica da cidade.

O anúncio integra um movimento mais amplo de atração de fornecedores para o Vale da Celulose, que acompanha investimentos bilionários da iniciativa privada na cadeia produtiva da celulose em Mato Grosso do Sul e promete movimentar fornecedores, logística e empregos.

Artur Falcette, secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, participou do ato e detalhou as vantagens da instalação do novo fornecedor. “Ela (empresa) já tem como clientes a Suzano, Bracell e Arauco em outros lugares do Brasil e do mundo e vem justamente pra Mato Grosso do Sul para atender as fábricas aqui do Estado. Isto gera benefícios diretos para estas indústrias, que passam a acessar essa matéria-prima com um custo mais baixo. A empresa (chinesa) já têm reuniões marcadas em Três Lagoas para viabilizar esta instalação”, afirmou o secretário.

O governo estadual passou a mapear potenciais fornecedores e a executar o que define como uma busca ativa para trazê-los a Mato Grosso do Sul, reforçando a cadeia local e ampliando a oferta de empregos e renda.

A estratégia foi sintetizada pelo próprio governo em referência ao esforço de atração. “Esta é uma nova fase de busca ativa do Estado por esse pool de fornecedores da área da celulose, com foco em traze-los para cá também. Estamos fazendo este mapeamento (fornecedores), já que foi criado este ambiente positivo, com esta nova cadeia produtiva em Mato Grosso do Sul. Assim produzimos mais empregos e geramos riquezas no nosso Estado”, explicou Falsette.

O Estado registra crescimento em múltiplas cadeias produtivas e diz ter atraído, nos últimos anos, mais de R$ 81 bilhões em recursos da iniciativa privada. Para viabilizar esse fluxo, são realizadas obras de infraestrutura e logística e priorizados procedimentos públicos mais ágeis, digitais e com menos entraves burocráticos.

Entre as iniciativas anunciadas está a Rota da Celulose, projeto de concessão de trechos das rodovias MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267, que prevê investimento privado de R$ 10,1 bilhões em uma nova modelagem rodoviária com tecnologia, modernidade e maior segurança para motoristas e população.

O desenvolvimento econômico do Estado é acompanhado de metas ambientais e de sustentabilidade, com o objetivo declarado de tornar Mato Grosso do Sul Carbono Neutro até 2030, envolvendo todas as cadeias produtivas no processo.

Além da atração de fornecedores e dos aportes privados, o governo afirma que Mato Grosso do Sul figura entre os estados com maior investimento público per capita do Brasil, elemento que sustenta a expansão industrial e logística necessária para a chegada das novas empresas.

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