Força-tarefa organiza captura de onça-pintada após avanços em área urbana de Corumbá
A captura da onça-pintada em área urbana de Corumbá está em fase de organização por um grupo técnico que reúne órgãos ambientais e de segurança. A decisão foi tomada após registros recorrentes do animal em regiões habitadas e episódios envolvendo ataque a animal doméstico.
A operação envolve planejamento técnico e depende da conclusão de etapas operacionais consideradas complexas pelas equipes. O protocolo prevê captura, avaliação clínica e soltura em ambiente adequado, com acompanhamento por GPS para monitoramento contínuo.
A medida foi definida após análise do comportamento do felino, que passou a utilizar áreas urbanizadas, com foco na predação de animais domésticos. A retirada do animal já havia sido confirmada anteriormente pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros.
Monitoramento e resposta
O caso é acompanhado há mais de um ano por uma força-tarefa composta por instituições ambientais, forças de segurança e pesquisadores. Nesse período, foram instaladas armadilhas fotográficas, realizadas ações educativas com moradores e adotadas medidas preventivas, como o uso de dispositivos luminosos para afastar o animal.
As rondas noturnas em pontos de avistamento devem ser retomadas e ampliadas. Equipes da Polícia Militar Ambiental e brigadistas federais vão atuar diretamente nessas áreas para tentar localizar o felino.
As instituições envolvidas reconhecem o impacto dos registros recentes e afirmam que as ações seguem critérios técnicos para garantir a segurança da população e a preservação da espécie.
Participação da população
A orientação é para que moradores comuniquem imediatamente qualquer avistamento às autoridades, informando localização e comportamento do animal. Também é recomendado reduzir fatores de risco, como deixar animais domésticos soltos durante a noite ou manter possíveis fontes de alimento acessíveis.
A atuação integrada entre órgãos públicos e comunidade é considerada essencial para evitar novos incidentes enquanto a captura não é concluída.
