Lula defende parceria com a China para produção de vacina e garante recursos
No Instituto Butantan, em São Paulo, o governo federal detalhou a possibilidade de estabelecer uma parceria com a China para ampliar a capacidade de fabricação de imunizantes, com a previsão de transferência tecnológica e aumento significativo da produção. “Nós estamos escolhendo aquilo que é melhor para o nosso país. E se a China aceita fazer uma parceria conosco na produção de vacina e vai produzir a quantidade que, ainda, a gente não tem condição de produzir, por que não fazer um convênio com a China?”
O evento também marcou o início da vacinação contra a dengue para profissionais da atenção primária de todo o país, com o imunizante 100% nacional desenvolvido pelo Butantan após mais de 15 anos de pesquisa financiada pelos governos paulista e federal, conforme divulgado pelo instituto.
De acordo com informações do Ministério da Saúde, a campanha inicial pretende proteger 1,2 milhão de trabalhadores que atuam na linha de frente do Sistema Único de Saúde. A expansão da vacinação para a população de 15 a 59 anos está prevista para o segundo semestre deste ano, começando pelos estratos etários mais velhos na medida em que o Butantan amplie sua capacidade de produção.
O governo federal vem adquirindo todo o quantitativo disponível do Butantan e a expectativa é que, por meio de uma parceria estratégica entre Brasil e China e da transferência de tecnologia para a WuXi Vaccines, a capacidade de produção possa crescer até 30 vezes, segundo as informações apresentadas no encontro.
Ao tratar do financiamento à ciência, o presidente garantiu apoio contínuo aos institutos de pesquisa. “Enquanto eu tiver possibilidade de ajudar, não faltará dinheiro para a pesquisa, nem no Butantã e nem outro instituto de pesquisa desse país”
Além das questões logísticas e financeiras, o chefe do Executivo abordou a necessidade de enfrentar a desinformação sobre vacinas e mobilizar a sociedade para retomar altos índices de cobertura vacinal. “Nós temos a obrigação de não desanimar, de fazer campanha, de falar na escola, os professores falarem, os pastores e padres falarem [nas igrejas], os políticos falarem, até que a gente convença as pessoas de que tomar vacina significa evitar a possibilidade de que, em algum momento, a natureza [os vírus e bactérias] possa atrapalhar a vida de uma pessoa”
O presidente também apontou a necessidade de recuperar a confiança popular na imunização “como era antigamente”, afirmando que, enquanto houver possibilidade, o governo manterá o financiamento para as pesquisas e a produção necessárias à saúde pública.

