Investigação sobre irmãos desaparecidos no Maranhão ganha prioridade com redução de buscas na mata

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Quase um mês após sumiço de crianças em Bacabal, efetivo na floresta diminui e Polícia Civil assume protagonismo na apuração do caso

O desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, completa quase um mês sem respostas definitivas na comunidade quilombola de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. A estratégia das autoridades sofreu alterações e o foco atual recai sobre a investigação conduzida pela Polícia Civil do Maranhão, em detrimento das varreduras físicas na vegetação.

A corporação mantém sigilo sobre os detalhes do inquérito para preservar o andamento dos trabalhos, mas reforça que nenhuma linha de investigação foi descartada até o momento. Pessoas ouvidas pelas autoridades prestaram depoimento na condição de testemunhas, conforme informações da Secretaria de Segurança Pública.

O contingente empregado nas buscas físicas foi drasticamente reduzido em comparação às duas primeiras semanas do caso, quando quase 600 pessoas chegaram a vasculhar a região. Atualmente, a operação conta com cerca de 20 agentes, incluindo uma equipe especializada em rastreamento formada por policiais militares, bombeiros, membros do Centro Tático Aéreo e cães farejadores.

As crianças sumiram na tarde do dia 4 de janeiro, juntamente com o primo Anderson Kauã, de 8 anos. O menino mais velho foi localizado três dias depois por carroceiros, em uma estrada de terra situada a aproximadamente 4 km da comunidade, e retornou para casa no dia 27 de janeiro. A principal suspeita dos familiares é que o grupo tenha se perdido na mata que cerca o povoado, onde residem cerca de 250 pessoas.

O terreno onde as varreduras ocorreram apresenta dificuldades logísticas, com vegetação densa, árvores de grande porte, plantas espinhosas e áreas alagadas. O local foi mapeado em quadrantes e analisado duas vezes pelas equipes de resgate. O indício mais concreto encontrado pelas autoridades foram traços detectados por cães farejadores em uma casa abandonada na floresta. Anderson relatou à polícia que passou por esse imóvel com os primos antes de seguir caminho sozinho.

A força-tarefa também estendeu a procura ao rio Mearim, que banha a localidade. Radares subaquáticos foram utilizados para identificar anomalias no fundo do leito em um trecho de quase 20 km, mas os equipamentos não registraram vestígios dos irmãos.

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