PF prende desembargador e realiza buscas contra Rodrigo Bacellar
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (16/12), no Rio de Janeiro, a Operação Unha e Carne 2, que apura o vazamento de informações sigilosas em benefício da facção Comando Vermelho (CV). Um dos principais alvos foi o desembargador Macário Ramos Judice Neto, relator do caso de Thiago Raimundo dos Santos, o TH Joias, no TRF-2, que acabou preso.
O deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar (União Brasil), ex-presidente da Alerj, também foi alvo de buscas. Ele já havia sido preso na primeira fase da operação, mas foi solto pelo plenário da Assembleia e cumpre medidas cautelares com tornozeleira eletrônica.
🔎 Detalhes da investigação
- Segundo a PF, Judice Neto teria vazado informações sobre a operação contra TH Joias em setembro.
- Mensagens encontradas no celular de Bacellar reforçam a suspeita.
- A operação cumpre 1 mandado de prisão e 10 de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes (STF).
- Também há diligências no Espírito Santo.
📜 Histórico polêmico
- Judice Neto voltou à magistratura em 2023, após 17 anos afastado por denúncias do MPF.
- Em 2005, o TRF-2 determinou seu afastamento em processo que apurava suposta participação em esquema de venda de sentenças.
- Atualmente, ele está preso na sede da PF no Rio.
- Sua esposa, Flávia Judice, atuava até novembro no gabinete da diretoria-geral da Alerj.
⚖️ Contexto da ADPF das Favelas
A ação se insere no cumprimento da decisão do STF na ADPF nº 635/RJ, que determinou à PF investigar conexões entre facções criminosas e agentes públicos no Rio.
🔫 Caso TH Joias e o Comando Vermelho
As investigações apontam que TH Joias usava seu cargo na Alerj para favorecer o CV, viabilizando a compra e venda de drogas, além de fuzis e armas antidrones destinados ao Complexo do Alemão.
Na primeira fase da operação, foram cumpridos 18 mandados de prisão, 22 de busca e houve o sequestro de R$ 40 milhões em bens.
👥 Outros investigados
- Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão: tesoureiro do CV, movimentou R$ 120 milhões em cinco anos.
- Luciano Martiniano da Silva, o Pezão: liderança da facção.
- Alessandro Pitombeira Carracena: ex-subsecretário estadual, suspeito de interferir em ações policiais.
- Policiais militares e um delegado federal: investigados por fornecer proteção e informações privilegiadas ao grupo.
