PF apreende celular de deputado durante operação em Campo Grande

A Polícia Federal apreendeu o celular do deputado estadual Márcio Fernandes, do PL, durante a operação realizada nesta sexta-feira, 25 de setembro, em Campo Grande. A informação foi confirmada pela defesa do parlamentar, que também detalhou a apreensão de um pendrive, notebooks, HDs externos e materiais de campanha.

Segundo nota divulgada pelos advogados, Fernandes havia sacado R$ 100 mil de sua conta pessoal por volta das 11h, pouco antes das diligências. A defesa afirma que o dinheiro havia sido previamente solicitado ao banco e seria utilizado para despesas relacionadas às propriedades rurais do deputado.

Ao deixar a agência, conforme a versão apresentada pela defesa, Márcio Fernandes foi abordado por agentes da Polícia Federal e acompanhou o cumprimento dos mandados em sua residência e no comitê eleitoral.

Durante as buscas no apartamento, os policiais recolheram o celular do parlamentar, o dinheiro e um pendrive que, segundo os advogados, contém arquivos relacionados à campanha eleitoral de 2020.

No comitê, a defesa informou que foram apreendidos dois HDs externos com imagens, dois notebooks e material gráfico utilizado na campanha atual.

Defesa contesta irregularidades

Os advogados sustentam que os equipamentos e materiais recolhidos são de uso regular em campanhas eleitorais e afirmam que nenhuma irregularidade foi encontrada nos locais durante o cumprimento das buscas.

A manifestação também contesta a relação do dinheiro sacado com a campanha eleitoral. Fernandes afirma que o valor teve origem em sua conta bancária e seria destinado exclusivamente ao pagamento de despesas de duas propriedades rurais.

A versão apresentada pelo deputado não encerra a apuração. A Polícia Federal informou anteriormente que a Operação Jogo Limpo investiga possíveis crimes eleitorais e que a origem e a eventual destinação dos valores apreendidos serão analisadas.

No primeiro balanço divulgado pela PF, a corporação informou que mais de R$ 250 mil em dinheiro foram encontrados durante as diligências realizadas no comitê e no apartamento do candidato. A defesa, por sua vez, afirma que o valor relacionado diretamente ao deputado foi de R$ 100 mil.

Márcio Fernandes não foi preso e permanece candidato à reeleição para deputado estadual. O material recolhido durante a operação ficará sujeito à análise da Polícia Federal no andamento da investigação.

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