CPI do tapa-buraco terá 120 dias para investigar contratos e redução de recursos em Campo Grande
A Câmara Municipal de Campo Grande instalou oficialmente a CPI do Tapa-Buraco nesta sexta-feira (6), com prazo de 120 dias para investigar possíveis irregularidades nos contratos, a execução dos serviços e os recursos destinados à manutenção das ruas.
A comissão será presidida pela vereadora Luiza Ribeiro (PT), autora do requerimento que pediu a investigação. Victor Rocha (PSDB) assumirá a relatoria. Também participam dos trabalhos Dr. Lívio Leite (União Brasil), Leinha (Avante) e Beto Avelar (PP).
Entre os pontos que serão apurados estão a redução dos investimentos destinados à conservação das vias em 2026 e o descumprimento dos prazos para respostas a pedidos de informação aprovados pelo plenário. Os vereadores também deverão examinar a contratação das empresas, a execução dos trabalhos e as consequências dos serviços realizados.
O período exato que será analisado e os contratos incluídos na investigação ainda serão definidos pelos integrantes. A primeira reunião está marcada para segunda-feira (9), às 8h, quando a comissão deverá organizar o plano de trabalho e o cronograma das atividades.
Durante a apresentação da CPI, Victor Rocha afirmou que os problemas nas ruas também afetam a saúde dos moradores.
“Essa questão dos buracos passa a ser um problema de saúde pública”, declarou o relator, ao relacionar os acidentes nas vias à necessidade de atendimento na rede de saúde.
Luiza Ribeiro afirmou que a investigação deverá verificar desde a escolha das empresas até a execução dos serviços e suas consequências. A comissão também poderá solicitar documentos, ouvir pessoas envolvidas e recorrer a análises técnicas, caso considere necessário.
