Vetorial diz que unidade de Corumbá vai ampliar produção após paralisação em Ribas
Em comunicado divulgado após o anúncio da paralisação, a Vetorial apontou dificuldades para obter madeira e carvão, aumento dos custos e crise no setor siderúrgico como motivos para suspender as atividades da unidade de ferro-gusa de Ribas do Rio Pardo. A companhia informou que a usina de Corumbá continuará funcionando normalmente e deverá ampliar o ritmo produtivo para compensar parte da produção interrompida.
Entre os principais problemas relatados está a disputa por eucalipto, que teria se intensificado com a chegada das indústrias de etanol de milho a Mato Grosso do Sul. Segundo a empresa, a entrada dessas unidades no mercado aumentou a concorrência pela madeira, matéria-prima utilizada na produção de carvão vegetal, pressionando a disponibilidade e os preços.
Esse cenário de abastecimento se soma a outros fatores econômicos que, segundo a Vetorial, comprometem a operação. A companhia citou inflação persistente, aumento dos custos de transporte associado à legislação do frete mínimo, carga tributária relacionada à reforma tributária e crise da siderurgia brasileira, setor que representa um mercado consumidor importante para a unidade de Ribas.
Corumbá terá aumento na produção
Desde o início de 2026, a usina de Ribas do Rio Pardo não consegue apresentar resultados positivos, conforme o comunicado. A direção afirma que tentou reverter o quadro nos últimos meses, mas decidiu interromper as atividades diante da falta de melhora nas condições econômicas.
Até o fim deste ano, a suspensão deverá ser efetivada, embora a data exata ainda dependa da conclusão dos preparativos operacionais. A paralisação será por tempo indeterminado. A Vetorial declarou que pretende preservar a estrutura da unidade e manter os equipamentos em condições de permitir uma eventual retomada caso ocorram mudanças relevantes no cenário.
Já em Corumbá, a avaliação da companhia é diferente. Com maior participação das exportações, a unidade de ferro-gusa da cidade estaria menos exposta às dificuldades do mercado interno. Por esse motivo, a empresa informou que manterá a operação em plena atividade e pretende elevar a produção para repor parte do volume que deixará de ser fabricado em Ribas.
Além da unidade de Corumbá, as demais áreas da companhia e de empresas coligadas também permanecerão em operação. A relação inclui mineração, porto, logística e produção de carvão vegetal, embora possam ocorrer ajustes de capacidade em razão da paralisação da usina de Ribas do Rio Pardo.
Para a Vetorial, a medida busca recuperar as margens e os resultados financeiros da companhia, afetados pelo desempenho da unidade que será suspensa. A empresa também relacionou a decisão à necessidade de reorganizar as operações para retomar o crescimento.
