Brasil alcança 5ª posição em ranking mundial de crescimento do PIB no 2º trimestre de 2026
Desempenho brasileiro supera países do Brics e principais economias.
No segundo trimestre de 2026, o Brasil conquistou a quinta posição no ranking global de crescimento trimestral do Produto Interno Bruto, superando grandes economias mundiais e ficando à frente de todos os demais integrantes do Brics, incluindo a China, que ficou em 19º lugar. O levantamento, elaborado por consultoria especializada, confirma o desempenho destacado do Brasil em um período marcado por turbulência e desaceleração em diversas nações emergentes.
Essa ascensão do Brasil ocorre em meio ao impacto econômico causado pelo conflito no Oriente Médio, que afetou negativamente o crescimento de grande parte das nações emergentes, especialmente na Ásia, segundo avaliação de analistas. Alex Agostini, economista-chefe da consultoria responsável pelo levantamento, afirma que a colocação do país entre as cinco economias que mais cresceram no trimestre deve ser vista como um resultado positivo, “É possível observar uma desaceleração generalizada em relação ao primeiro trimestre, quando as taxas de crescimento eram mais elevadas. Grande parte das economias emergentes foi afetada pelos efeitos negativos do conflito no Oriente Médio”.
Estimativas levam país para a nona maior economia do mundo até 2027
A análise do crescimento não se limita ao desempenho trimestral. Projeções para os próximos anos apontam que o Brasil deve avançar no ranking das maiores economias globais. Com Produto Interno Bruto nominal estimado atualmente em US$ 2,64 trilhões, o Brasil ocupa a décima posição, atrás dos Estados Unidos, China, Alemanha, Japão, Reino Unido, Índia, França, Itália e Rússia. Porém, as projeções indicam que, já no próximo ano, o PIB nominal brasileiro pode chegar a US$ 2,77 trilhões e ultrapassar o da Rússia, estimado em US$ 2,53 trilhões. Se confirmado, o país assume a nona posição, logo atrás da Itália.
Especialistas apontam que o desempenho do Brasil, embora destaque no ranking, também reflete alguns desafios internos. O economista-chefe da consultoria destaca que fatores domésticos tiveram influência direta nos números. “O crescimento tem sido impulsionado pela expansão dos gastos públicos, o que contribui para a manutenção de juros elevados e de uma inflação ainda pressionada”, observa Agostini.
Na análise de alguns especialistas, além do avanço no cenário externo, persistem sinais de enfraquecimento no consumo das famílias e em setores ligados ao mercado interno brasileiro. O levantamento reforça a importância das decisões macroeconômicas para manter a posição conquistada neste ciclo e seguir competitiva perante mercados emergentes e desenvolvidos. As projeções internacionais apontam que cerca de US$ 93,9 trilhões de um total de US$ 126,3 trilhões do PIB mundial em 2026 estarão concentrados nas quinze maiores economias.

