Pesquisa Quaest mostra vantagem de Riedel e cenário encaminhado para segundo turno em MS
A pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25) aponta Eduardo Riedel (PP) na liderança da corrida pelo Governo de Mato Grosso do Sul, mas os números indicam que a eleição ainda deve passar por uma disputa de segundo turno. O levantamento mostra uma vantagem do atual governador sobre os adversários, porém também revela um eleitorado ainda sem decisão consolidada.
No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Riedel aparece com 40% das intenções de voto. Fábio Trad (PT) ocupa a segunda posição com 13%, seguido por Delcídio Amaral (PRD), com 8%. João Henrique Catan (NOVO) tem 3%, Lucien Rezende (PSOL) aparece com 2%, enquanto Daniel Lemes (PCO), Renato Gomes (DC) e Jeferson Bezerra (Agir) registraram 1% cada.
Apesar da distância entre o primeiro colocado e os demais nomes testados, a pesquisa mostra que 20% dos eleitores ainda não escolheram candidato. Outros 11% afirmaram que votarão em branco, nulo ou não pretendem votar. O levantamento também aponta que metade dos entrevistados considera sua escolha definitiva, enquanto a outra metade admite mudar de voto até a eleição.
Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, o cenário aparece ainda mais indefinido. Riedel foi citado por 18% dos eleitores, Fábio Trad por 4%, enquanto 77% não souberam responder. O resultado indica que a lembrança espontânea dos candidatos ainda está em fase de formação.
Segundo turno aparece como caminho mais provável
A Quaest testou três possíveis confrontos para uma segunda etapa da eleição e Eduardo Riedel aparece à frente em todos eles. Contra Delcídio Amaral, o governador teria 54% contra 23% do adversário. No confronto com Fábio Trad, o resultado seria de 59% a 22%. Já contra João Henrique Catan, Riedel aparece com 61% contra 13%.
Os cenários, porém, reforçam que a liderança registrada na primeira etapa não representa uma definição antecipada da eleição. A presença de múltiplos candidatos, o percentual de indecisos e a possibilidade de reorganização das alianças mantêm a disputa condicionada à formação do segundo turno.
A pesquisa também avaliou a percepção dos eleitores sobre a continuidade do governo estadual. Para 28% dos entrevistados, o próximo governador deve manter o trabalho realizado pela atual gestão. Outros 41% defendem mudanças apenas nos pontos considerados negativos, enquanto 29% afirmam que é necessária uma mudança completa.
O levantamento ouviu 804 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob os números MS-00793/2026 e BR-04312/2026.

