Feira Mãos que Criam amplia participação de artesãos do interior no MS
A edição da Feira Mãos que Criam, realizada no âmbito da Semana do Artesão, traz aumento expressivo da presença de artesãos do interior do Estado, com 45 municípios inscritos e participação das oito etnias indígenas de Mato Grosso do Sul. A abertura oficial está marcada para 18 de março, a partir das 18 horas, na Esplanada Ferroviária, e inclui cerimônia em homenagem aos artesãos Marilde Cecilia Ferreira de Rio Verde, Senhor Luiz Gonzaga de Oliveira “Luizinho” de Campo Grande e Elizabeth Antunes Marques “Beth Marques”, seguida de apresentação cultural com o duo Borba Nonnato.
Durante os dias do evento serão realizadas oficinas de artesanato diariamente, das 14 horas às 20 horas, e programação cultural a partir das 19 horas. No sábado haverá atividades culturais ao longo do dia inteiro, com mostras e venda de peças produzidas em diversas regiões do estado.
A diretora de Artesanato, Moda e Design da FCMS, Katienka Klain, destacou a ampliação do alcance do evento e a renovação da feira. “Esse ano a Mãos que Criam, junto com a Semana do Artesão, completa 18 anos. São 18 anos de evento, de feira e cada vez mais vem se renovando. Esse ano além das tradicionais associações de artesanato de Mato Grosso Sul, onde estamos num número de cerca de 25 associações já participando, a gente tem 45 municípios do interior com uma ampla tipologia de artesanato de várias referências culturais participando. Então, esse ano aumentamos muito o número para que toda a população de Mato Grosso Sul tenha acesso realmente ao artesanato sul-mato-grossense.” A observação contextualiza a presença consolidada das associações locais e a ampliação do acesso ao artesanato regional.
Sobre a presença indígena e a programação, Katienka Klain reforçou o caráter pluricultural da feira e os horários das atividades. “Também a gente tem nossos povos originários, a população indígena com as oito etnias que representam o estado nos estandes, trazendo o melhor do artesanato indígena também durante a feira. Além da ampla programação cultural. A gente tem uma programação cultural diária a partir das 19 horas. No sábado a gente vai ter a programação cultural durante o dia todo. E as oficinas de artesanato que vão ser diariamente a partir das 14 horas até as 20 horas” A fala detalha a frequência das oficinas e a presença contínua das comunidades originárias nos estandes.
Rotas e rodada de negócios
Os municípios do interior foram selecionados a partir de oito rotas que organizam a participação regional, entre elas Rota Pantanal, Rota Caminho dos Ypês, Rota Serra da Bodoquena, Rota Grande Dourados, Rota Cerrado Pantanal, Rota Costa Leste, Rota Caminhos da Natureza e Rota Vale das Águas. A escolha por rotas visa ampliar a diversidade de técnicas e referências culturais expostas durante a feira.
Em relação à demanda crescente do interior e às oportunidades comerciais que a feira oferece, Katienka Klain explicou o impacto para os artesãos locais. “Cada ano a gente tem um aumento maior de procura, de demanda do interior querendo participar. Porque eles entendem que sair também da sua cidade para vim para capital é muito importante para poder mostrar seu material. Então é muito importante para eles, até porque a gente tem a rodada de negócios, a gente tem os lojistas que vão estar lá. Então além de apresentar o artesanato para Mato Grosso do Sul, eles vão apresentar para o mundo, para o Brasil, porque quando vem esses 12 lojistas do Brasil todo, eles podem conhecer e levar o material deles para o Brasil todo” A explicação sublinha a função da feira como vitrine para negócios e para a circulação nacional das peças.
A exposição e a comercialização visam aumentar a divulgação do artesanato regional entre a população do Estado e ampliar o acesso dos profissionais ao mercado competitivo. O artesanato sul-mato-grossense reflete costumes e referências culturais locais, é produzido em grande parte com matérias-primas da região e aborda temas como o Pantanal, as populações indígenas, o intercâmbio cultural pelas divisas com Paraguai e Bolívia e o movimento migratório que trouxe influências de várias partes do país e do mundo.
A Fundação de Cultura realiza a Semana do Artesão desde 2007 em parceria com entidades representativas dos artesãos, com a Prefeitura de Campo Grande e com o SEBRAE/MS. A iniciativa, que ocorre em alusão ao Dia do Artesão em 19 de março, tem objetivo de fortalecer o setor como atividade econômica sustentável que valoriza a identidade cultural de Mato Grosso do Sul.

