SES integra agenda do Ministério da Saúde e amplia ações contra Aedes em aldeias

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A Secretaria de Estado de Saúde participou de uma programação promovida pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde entre 2 e 6 de março com o objetivo de fortalecer as medidas de enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti nas aldeias de Mato Grosso do Sul.

A ação contou com a atuação conjunta da SES, da Secretaria Especial de Saúde Indígena, do Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul, das secretarias municipais e de lideranças indígenas, e incluiu reuniões técnicas, apresentações institucionais e visitas de campo para avaliar as condições locais e trocar experiências entre os profissionais de saúde.

A iniciativa integra uma estratégia nacional que busca prevenir arboviroses como dengue, chikungunya e Zika, adaptando as abordagens às características ambientais, culturais e territoriais de cada comunidade.

O roteiro começou por Sidrolândia, na aldeia 10 de Maio, e seguiu por Amambai, com encontros entre equipes de saúde, gestores e lideranças e visitas às aldeias da região. Em Miranda foram realizadas reuniões e ações em comunidades como Moreira e Passarinho. Nos dias finais, as atividades concentraram-se em Aquidauana, nas regiões de Taunay e Limão Verde, onde representantes de diversas aldeias se reuniram para discutir estratégias de vigilância e prevenção.

Com foco na articulação entre diferentes instâncias do Sistema Único de Saúde, Crhistinne Maymone apresentou a visão do estado sobre o trabalho nas aldeias “O enfrentamento às arboviroses exige atuação articulada entre todas as esferas do SUS. Em Mato Grosso do Sul, temos fortalecido essa integração com o Ministério da Saúde, com a saúde indígena e com os municípios para qualificar as estratégias de vigilância, prevenção e controle do Aedes. Essa aproximação permite alinhar ações, compartilhar experiências e avançar em soluções construídas junto às comunidades, respeitando as especificidades culturais e territoriais de cada povo e contribuindo diretamente para a proteção da saúde das populações indígenas”, destaca a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone.

Manejo integrado e novas tecnologias

Nos encontros foram analisadas alternativas para reforçar o controle do vetor nos territórios, com ênfase na integração entre esferas de gestão e nas comunidades indígenas, a fim de aprimorar a vigilância e as ações preventivas já em curso, como a eliminação de criadouros e atividades de orientação à população.

Entre os métodos avaliados está a tecnologia do inseto estéril, que prevê a liberação de mosquitos machos esterilizados para reduzir progressivamente a população do Aedes aegypti. A técnica será aplicada inicialmente em uma aldeia do estado selecionada segundo critérios preestabelecidos e terá caráter complementar às medidas já adotadas pelas equipes de saúde.

A gerente técnica estadual de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener Lemos dos Santos, ressaltou a importância da presença das equipes nas comunidades e do diálogo direto com lideranças e profissionais locais “A participação da Secretaria de Estado de Saúde nessa agenda foi extremamente importante, pois reforça o compromisso do Estado com o enfrentamento das arboviroses também nos territórios indígenas. Estar presente nas aldeias, conhecer a realidade in loco e dialogar diretamente com as lideranças e equipes de saúde nos permite compreender melhor os desafios específicos desses territórios”, detalha a gerente técnica estadual de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener Lemos dos Santos.

O trabalho desenvolvido em Mato Grosso do Sul foi qualificado como pioneiro por interlocutores durante as atividades “Mato Grosso do Sul tem se colocado de forma pioneira ao construir essa aproximação, abrindo caminhos para uma atuação integrada com a SESAI, o DSEI e o Ministério da Saúde. Esse movimento fortalece a articulação entre as instituições e contribui para o desenvolvimento de políticas públicas mais adequadas, sensíveis às especificidades culturais e territoriais das comunidades indígenas”, complementa.

As informações sobre a agenda foram divulgadas pela Comunicação da SES, por Danúbia Burema, e as imagens registradas por Sandro Rogério da Silva Pacheco do DSEI.

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