Operação prende policiais da reserva suspeitos de proteger bicheiro preso em MS
Dois policiais militares aposentados foram detidos na manhã desta quinta-feira durante uma nova etapa da Operação Pretorianos no Rio de Janeiro. As autoridades investigam o envolvimento direto dos agentes na estrutura de segurança pessoal do contraventor Rogério de Andrade e de seus familiares.
Os acusados foram identificados como Carlos André Carneiro de Souza e Marcos Antonio de Oliveira Machado, ambos PMs da reserva. Segundo a denúncia apresentada pela Promotoria, a dupla integra uma organização criminosa focada na exploração ilegal de jogos de azar e responde também pelo crime de corrupção ativa.
Investigações apontam que Carlos André teria atuado no suborno de um policial militar da ativa para conseguir informações privilegiadas. O objetivo seria acessar dados confidenciais sobre operações policiais e influenciar ações repressivas contra pontos de jogos controlados por rivais na contravenção.
A Operação Pretorianos, iniciada em março de 2024, desmantelou um grupo autodenominado “Vampiros” que contava com a participação de civis e militares. Essa rede criminosa atuava para proteger o bicheiro, interferir em fiscalizações oficiais e monitorar agentes públicos, somando 31 pessoas denunciadas até o momento.
Rogério de Andrade também foi alvo de um novo mandado de prisão, embora já se encontre detido na Penitenciária Federal de Campo Grande desde novembro de 2024. A Justiça negou nesta semana um pedido de transferência para o Rio de Janeiro, mantendo o acusado no sistema federal enquanto ele responde como mandante da morte de Fernando Iggnácio.
O histórico de violência remonta à morte de Castor de Andrade em 1997 e à subsequente disputa pelo controle dos territórios do jogo do bicho. A guerra interna vitimou Paulo Roberto de Andrade em 1998 e culminou na execução de Fernando Iggnácio em 2020, atingido por tiros de fuzil ao desembarcar de um helicóptero no Recreio dos Bandeirantes.

