Projeto de Lei institui o Mês de Maio em prol da saúde mental materna em Corumbá

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Apresentado esta semana na Câmara Municipal de Corumbá, um Projeto de Lei que institui o “Mês Maio Furta-cor”, destinado às ações de conscientização, incentivo ao cuidado e promoção da saúde mental materna. A proposta partiu da vereadora Raquel Bryk e maio foi escolhido por, no Brasil, estar ligado às mães.

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As ações previstas na lei, conforme a vereadora, poderão ser desenvolvidas em reuniões, rodas de conversa, palestras, cursos, oficinas, distribuição de material educativo e informativo, entre outros.

Serão priorizadas ações de conscientização à população em geral sobre a importância da saúde mental maternal, incentivando os órgãos públicos, as empresas privadas, as entidades civis, as associações e as entidades de classe, para se envolverem no engajamento das campanhas objetos da Lei.

O Projeto de Lei prevê ainda que o “Mês Maio Furta-cor” passará a integrar o calendário oficial de eventos do Município de Corumbá, e que o Poder Executivo Municipal poderá firmar convênios junto às empresas privadas, entidades civis, associações e entidades de classe, para a execução das ações de conscientização e da importância da campanha.

Raquel explicou que a campanha “Maio Furta-cor” visa sensibilizar a população para a causa da saúde mental materna. “Mulheres que passaram por alterações hormonais normais dessa fase, são as mais suscetíveis a apresentar quadros de ansiedade e depressão”, observou em  sua justificativa.

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“As alterações emocionais e psíquicas após o parto, podem incluir sintomas que variam entre a melancolia da maternidade, conhecida como ‘baby blues’, até as psicoses puerperais, passando pela depressão pós-parto, propriamente dita”, continuou.

“A depressão pós-parto (DPP), definida como um período instável, de alteração no âmbito social, psicológico e físico da mulher, após o nascimento do bebê e que acomete uma significativa parcela de mulheres no período puerperal”.

Citou ainda que “famílias desestruturadas, tripla jornada de trabalho, reduções salariais, desemprego, informalidade, aumento dos índices de violência doméstica e feminicídio são outros fatores que impactam na saúde mental materna”.

A organização Mundial da Saúde classificou as mulheres como o grupo mais vulnerável a questões relacionadas à saúde mental durante a pandemia do Covid-19. Segundo dados da FIOCRUZ, atualizados em janeiro de 2021, a depressão pós-parto acomete mais de 25% das mães no Brasil.

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“Pouca ou nenhuma atenção tem sido dada aos fatores que vêm contribuindo ao sofrimento mental das mulheres nesse período bastante delicado de suas vidas. Nesse sentido, nós, o Poder Público, devemos criar mecanismos para promover discussões sobre as causas maternas e de aspectos que, nos últimos tempos, têm-se envolvido num crescente índice de depressão, ansiedade, esgotamento e até suicídio”, destacou, pedido apoio dos demais pares para aprovação da matéria.

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