Polícia prende administradora de funerária suspeita de mandar matar o pai no Paraguai
Mandado de prisão cumprido logo após novo ataque à funerária
Lucía Morel Alves, administradora da funerária Pax Conesul, foi detida pelas autoridades paraguaias nas primeiras horas de domingo em Pedro Juan Caballero. A prisão foi efetuada menos de 24 horas depois de um ataque a tiros contra a funerária da família, situado no Bairro Mariscal Estigarribia, aumentando a tensão em torno do caso que envolve a tentativa de homicídio do empresário Marcelino Morel Cabrera, pai da suspeita.
O empresário de 61 anos foi baleado na manhã de sábado ao retornar de viagem para sua residência no Bairro Jardín Aurora, onde foi surpreendido por um motociclista armado. Ele tentou se proteger dentro do imóvel, mas acabou ferido nas costas, próximo ao quadril, sendo socorrido por parentes e levado a uma clínica local. A saúde da vítima segue estável após cirurgia, segundo familiares.
Família relata disputa por patrimônio e controle de negócios
Momentos após o atentado, Marcelino identificou a filha como mandante do crime, ainda enquanto recebia auxílio de um sobrinho. Relatos encaminhados à polícia informam que a vítima havia solicitado à filha a devolução de um veículo pertencente à família e, na sequência, teria sido alvo da tentativa de homicídio. O círculo familiar aponta uma disputa prolongada pelo comando dos bens e das empresas, incluindo um lava-jato sob administração da suspeita, como motivação para o crime.
Na madrugada, enquanto policiais periciavam o local do ataque à funerária, localizando sete cápsulas de munição 9 milímetros, Lucía foi localizada e presa durante os levantamentos. O autor dos disparos conseguiu escapar. Documentos jurídicos já apontavam um mandado de prisão em aberto contra a administradora referente ao atentado contra Marcelino Morel Cabrera. A funerária da família, segundo registros anteriores, havia sido alvo de outro atentado em maio, quando 13 cápsulas foram encontradas em frente ao estabelecimento.
O Ministério Público do Paraguai está à frente das apurações, adotando novas providências para encontrar o responsável pelo ataque à empresa da família ocorrido na madrugada e esclarecer detalhadamente o envolvimento de Lucía no caso do atentado contra o próprio pai.

