Polícia Civil coleta DNA de familiares para identificar desaparecidos em MS

Polícia Civil coleta DNA de familiar de desaparecido em MS
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Entre os dias 24 e 28 de agosto, familiares de pessoas desaparecidas em Mato Grosso do Sul poderão participar da Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas.

A ação, que acontece na sede da DHPP (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios e Pessoas Desaparecidas), na Rua Doutor Arlindo de Andrade, no bairro Amambaí, em Campo Grande, começa na segunda-feira às 8h.

A iniciativa busca ampliar a identificação de pessoas desaparecidas e não identificadas por meio do cruzamento de perfis genéticos. Durante o evento, os familiares poderão fornecer material genético, que será incluído nos bancos de DNA e posteriormente comparado com amostras de pessoas encontradas sem identificação.

Segundo a Polícia Civil, a coleta é simples e indolor. O cruzamento dos dados pode ajudar na identificação mesmo quando outros métodos de reconhecimento não são suficientes, esclarecendo casos de pessoas localizadas sem documentos ou que, por diferentes circunstâncias, não conseguem ter a identidade confirmada.

Os números de desaparecimentos no estado são preocupantes. Entre janeiro e agosto de 2026, 718 casos foram registrados nas delegacias, conforme dados do Sigo (Sistema Integrado de Gestão Operacional), que reúne informações dos boletins de ocorrência. Desse total, 313 ocorrências foram em Campo Grande, que concentra a maior parte dos casos.

No mesmo período, o estado contabilizou 764 ocorrências de pessoas encontradas, número 46 maior que o total de desaparecimentos. Os dados, porém, se referem a registros de ocorrências e não significam necessariamente que todos os casos de desaparecimento tenham sido solucionados ou que as pessoas encontradas sejam as mesmas registradas como desaparecidas no período.

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