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EUA aplicam tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros e afetam 19% das exportações

Porto com contêineres marcados com bandeiras do Brasil e dos EUA e selo vermelho '25%'

A tarifa adicional de 25 por cento imposta pelos Estados Unidos passou a valer nesta quarta-feira 22 e alcança 19 por cento das exportações brasileiras destinadas àquele mercado, com estimativas de valor entre 7,2 bilhões e 11 bilhões de dólares conforme cálculos da Apex Brasil e da Câmara Americana de Comércio para o Brasil.

Do total de cerca de 2,3 mil produtos atingidos a maior parte pertence aos setores de eletroeletrônicos máquinas e equipamentos autopeças e calçados, e praticamente 700 itens ficaram fora da lista de taxação número superior aos 615 previstos durante as negociações, segundo dados citados por autoridades brasileiras.

Políticas brasileiras

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos apontou seis temas que justificariam a taxação entre eles pagamentos eletrônicos e regulação de redes sociais desmatamento ilegal acesso ao mercado de etanol combate à corrupção proteção da propriedade intelectual e acordos preferenciais com México e Índia.

O governo brasileiro rejeita as justificativas apresentadas e afirma que elas têm motivação política, e o ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira afirmou que os negociadores dos Estados Unidos pediam a abertura total de mercados sem contrapartida.

Em reação à medida Brasília anunciou a retomada de um programa de apoio aos setores afetados com linhas de crédito para capital de giro e para investimentos e oferecimento de apoio ao escoamento de produtos para outros clientes e países e estuda flexibilizar temporariamente regras do regime de isenção suspensão ou restituição de tributos sobre insumos usados na produção de mercadorias destinadas à exportação.

A Apex Brasil prevê divulgar em agosto um plano de 130 milhões de reais para diversificar destinos das vendas externas com foco na União Europeia países da Asean como Indonésia Malásia Tailândia Vietnã e também nações da Ásia Central como Cazaquistão e Uzbequistão.

Dados da Apex Brasil mostram que os estados de São Paulo e Santa Catarina concentram 52 por cento do impacto do tarifaço com São Paulo respondendo por 41,6 por cento do valor afetado e Santa Catarina apresentando situação mais crítica com 68 por cento de suas exportações aos Estados Unidos atingidas.

A Agência Brasil publicou reportagens especiais que questionam os argumentos usados pelos Estados Unidos e tratam de temas como o modelo do pix o papel das big techs o efeito limitado sobre a balança comercial e o impacto sobre o etanol brasileiro.

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