Campo Grande inicia aluguel de patinetes elétricos
Campo Grande inicia fase experimental de micromobilidade com 400 patinetes da JET em bairros centrais e regras de circulação restritas a ciclovias
A partir desta terça-feira, 7, Campo Grande passa a oferecer serviço de aluguel de patinetes elétricos em fase experimental com 400 unidades da JET disponíveis em pontos de retirada e devolução nos bairros Centro, Jardim Polonês, Jardim dos Estados e Sóter. O desbloqueio custa R$ 0,99 e a tarifa é de R$ 0,33 por minuto, sendo a circulação permitida somente em ciclovias e ciclofaixas com limite de velocidade de 20 quilômetros por hora.
A etapa de testes vai até outubro e pode ser prorrogada por mais três meses, no âmbito do projeto de micromobilidade da Prefeitura. A JET foi a única interessada no certame e é empresa norte-americana que atua no Brasil desde 2024 em estados como Santa Catarina, Bahia, Rio Grande do Sul e Paraná e em capitais como Brasília, São Paulo, Salvador e Belo Horizonte.
Darkhan Torekhanov, diretor de relações governamentais da JET, informou que os interessados devem baixar o aplicativo da empresa e fazer cadastro e que o uso exige cumprimento das regras de trânsito e idade mínima de 18 anos. “No aplicativo ele vai visualizar os pontos de retirada e devolução do equipamento, sendo autorizada a devolução somente nesses pontos. Não pode largar em qualquer lugar, nas calçadas. A circulação é permitida em ciclovia, ciclofaixa, com velocidade limitada a até 20 quilômetros por hora na ciclovia e na ciclofaixa”.
O diretor acrescentou detalhes sobre a tarifa e o caráter dinâmico dos preços. “O desbloqueio vai ser de 99 centavos, e o preço por minuto começa em 33 centavos por minuto. Nosso preço é dinâmico. Nos dias úteis, em horário comercial, o valor se encontra mais barato do que nos finais de semana para incentivar o uso como meio de transporte”.
O diretor-presidente da Agetran, Ciro Ferreira, afirmou que a empresa responsável terá que entregar relatórios mensais de uso e que a Prefeitura acompanhará os dados do teste para avaliar a regulamentação. “Todos os equipamentos são rastreados, eles têm limitação de velocidade, e a ideia é que, com esse teste, a gente consiga regulamentar não só o uso desse tipo de equipamento, mas também os outros equipamentos dessa micromobilidade elétrica”.
Ciro Ferreira detalhou as análises que serão feitas durante o período de testes. “Nós vamos analisar justamente o emprego desse tipo de veículo, como a população está usando, quais são os trajetos mais comuns, qual é o volume de demanda que nós temos e também avaliar questões de segurança, questões de educação para o trânsito, e a gente vai justamente procurar, no final, efetivar esse tipo de transporte aqui e também estabelecer regulamentos especiais, específicos para o uso desses equipamentos”.
O comerciante Celso Santos, 54 anos, avaliou o novo serviço como alternativa aos aplicativos de transporte e disse que pretende experimentar o meio de transporte após treino. “Pode ser uma economia para as pessoas no dia a dia”.

