Indígena Guató é resgatado por helicóptero após princípio de afogamento no Pantanal
Um indígena da etnia Guató, de 26 anos, foi resgatado por uma equipe aeromédica do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) após apresentar agravamento do estado de saúde decorrente de um princípio de afogamento na Aldeia Uberaba, na região do Pantanal.
O atendimento foi realizado na tarde de ontem, quando o helicóptero do GOA foi mobilizado para retirar o paciente da comunidade indígena e levá-lo até Corumbá. A transferência ocorreu depois que o homem apresentou redução do nível de consciência, exigindo remoção imediata para atendimento hospitalar.
Segundo informações repassadas pelos familiares aos bombeiros, o acidente aconteceu na tarde de domingo, quando a embarcação em que a vítima estava virou. O indígena ficou submerso próximo a um barranco e foi retirado da água ainda com vida.
Após o resgate inicial, ele permaneceu consciente e conversando normalmente durante várias horas. No entanto, na manhã seguinte, o quadro clínico piorou, levando a equipe de saúde da aldeia a solicitar apoio aeromédico.
Atendimento começou ainda na aldeia
Quando os militares chegaram à Aldeia Uberaba, o paciente já recebia os primeiros atendimentos da técnica de enfermagem da comunidade, que atuava com suporte médico remoto. Conforme o Corpo de Bombeiros, ele apresentava febre alta, taquicardia e baixa saturação de oxigênio, sinais compatíveis com agravamento do quadro após o afogamento.
A equipe do GOA realizou a avaliação clínica, estabilizou o paciente e iniciou o transporte aéreo até o Aeroporto Internacional de Corumbá.
Na sequência, uma viatura de resgate do Corpo de Bombeiros assumiu o atendimento terrestre e encaminhou o indígena ao Pronto-Socorro Municipal para continuidade do tratamento.
Durante o deslocamento até a unidade hospitalar, o paciente apresentava frequência cardíaca de 113 batimentos por minuto, pressão arterial de 94/67 mmHg e saturação de oxigênio de 97%, enquanto recebia oxigenoterapia com fluxo de 15 litros por minuto.
No hospital, o homem foi entregue à equipe médica de plantão, que assumiu a continuidade da assistência.
