Campos Neto é ausência registrada pela terceira vez na CPI do Crime Organizado

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Campos Neto faltou pela terceira vez à reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado do Senado nesta quarta-feira (8). Convocado na condição de testemunha qualificada por seu conhecimento técnico, o ex-presidente do Banco Central deixou de comparecer depois que seus advogados comunicaram ao colegiado que a obrigatoriedade de sua presença violaria decisão do Supremo Tribunal Federal.

A ausência representa a terceira tentativa frustrada do colegiado de ouvi-lo desde o encerramento de sua gestão no Banco Central, entre 2019 e 2024, conforme detalhou o presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES). Contarato explicou que Neto foi inicialmente convidado e, em seguida, convocado por possuir condições de contribuir, de forma relevante, para os trabalhos da comissão criada para apurar a atuação, expansão e o funcionamento de facções criminosas no Brasil.

A primeira tentativa de comparecimento ocorreu em 3 de março, quando o ministro André Mendonça, do STF, transformou a convocação em convite, tornando facultativa a participação de Neto. O colegiado manteve o convite para a sessão de 31 de março; diante da recusa do economista, a comissão aprovou a convocação para a reunião desta quarta-feira, na qual os parlamentares estão ouvindo o depoimento do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

A comissão sustenta que a convocação torna obrigatória a presença de qualquer pessoa, e os membros agora avaliam medidas a serem adotadas em curto espaço de tempo, diante da decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de não prorrogar os trabalhos da CPI, mantendo como limite o dia 14 de abril, conforme noticiado pela Agência Brasil.

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