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Dourados investiga mais duas mortes por chikungunya e confirma 1.365 casos

Profissional de saúde atende pacientes em meio à epidemia de chikungunya em Dourados.

Novos óbitos sob análise em meio ao avanço da doença na cidade

Dourados, a 251 quilômetros de Campo Grande, investiga a possível relação de mais duas mortes com a chikungunya, doença que já teve cinco óbitos confirmados e mantém hospitais e unidades de pronto-atendimento sobrecarregadas. A cidade soma 1.365 casos confirmados e um total de 3.671 notificações desde o início do ano, segundo dados do boletim epidemiológico divulgado neste domingo (5) pela Secretaria Municipal de Saúde (Sems), com informações referentes ao período de 29 de março a 4 de abril.

Os dois óbitos que estão sob investigação envolvem um homem de 55 anos e um adolescente de 12 anos, ambos sem comorbidades, enquanto todos os cinco óbitos anteriormente confirmados são de pacientes indígenas. A doença continua a se expandir para bairros como Parque do Lago, BNH IV Plano e Jardim Jóquei Clube, embora as aldeias indígenas ainda concentrem a maior parte dos registros, com 1.996 notificações, 1.115 casos confirmados, 388 descartados, 493 em análise e 227 atendimentos hospitalares.

Impacto nos serviços de saúde e a curva da epidemia

A taxa de positividade dos exames para chikungunya em Dourados atinge 74,42%, um índice considerado extremamente alto que indica intensa circulação do vírus no município, um cenário que levou a cidade a declarar situação de emergência em saúde pública. Conforme parâmetros de organismos internacionais de saúde, taxas acima de 5% já indicam transmissão não controlada, o que reforça o quadro epidêmico local, onde foram registradas 3.671 notificações, 2.733 casos prováveis, 1.365 confirmados, 469 descartados e 1.837 ainda em investigação desde o início do ano.

A curva de casos da doença em Dourados ainda está em ascensão, mesmo com uma aparente queda na semana epidemiológica mais recente que a Sems explica ser um atraso na atualização dos dados, comum em períodos de epidemia e sobrecarga nos serviços de saúde. O avanço da chikungunya já provoca uma sobrecarga nos atendimentos da atenção primária, nas unidades de urgência e emergência, além de impactar a ocupação de leitos hospitalares, o que pode ser observado no aumento da média de atendimentos diários na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de 302 para 448,7 pacientes após 23 de março nos últimos quinze dias.

Atualmente, 35 pessoas estão internadas em hospitais de Dourados com suspeita ou confirmação da doença, distribuídas entre unidades como o Hospital Porta da Esperança, o Hospital Universitário da UFGD e o Hospital Regional. A análise da Secretaria Municipal de Saúde aponta que a taxa de ataque da doença é de 10,35 casos para cada mil habitantes, e a expectativa é de que, ao longo do ciclo da epidemia, a demanda por atendimentos e internações aumente ainda mais, pressionando a rede pública de saúde.

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