Vacinação contra influenza é iniciada em MS com ação em asilo e mobilização estadual

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O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Saúde, abriu neste sábado o Dia D da campanha de vacinação contra influenza em todos os municípios do Estado, com mobilização prevista até 30 de maio.

A ação inicial ocorreu no Asilo São João Bosco, no bairro Tiradentes em Campo Grande, com participação do diretor do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Éder Gatti. Para o começo da estratégia o Estado recebeu cerca de 80 mil doses, o que corresponde a 6,5% da população-alvo estimada em 1,1 milhão de pessoas.

A vacinação é dirigida a crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos com 60 anos ou mais, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, professores, pessoas com comorbidades e demais grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde.

No local da ação, Éder Gatti participou da imunização dos residentes e dirigiu uma mensagem à população e aos públicos priorizados. “Agora é o momento de vacinar. O sábado é uma oportunidade para que todos os públicos prioritários procurem os pontos de vacinação e garantam sua proteção”. A presença do diretor reforçou o apelo para que a cobertura seja ampliada já nas primeiras semanas da campanha.

Segundo o PNI, a mobilização terá caráter simultâneo em grande parte do país e busca prevenir complicações antes do período de maior circulação do vírus. “A partir do dia 28 de março, vamos promover o início da campanha de vacinação contra a gripe, nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. É fundamental que as pessoas dos grupos prioritários procurem os postos de saúde para manter a vacinação em dia”. A iniciativa foi apresentada como etapa essencial na estratégia nacional de prevenção.

Ao comentar a eficácia e segurança da imunização, o diretor reiterou a confiança no produto disponível no SUS. “A vacina é segura, eficaz e já utilizada há muitos anos no SUS (Sistema Único de Saúde). A gripe é uma doença que pode evoluir para quadros graves e até levar ao óbito. Por isso, crianças pequenas, idosos, gestantes e demais públicos prioritários precisam se proteger”. A ênfase foi na redução de casos graves e na proteção dos mais vulneráveis.

Durante a agenda em Mato Grosso do Sul, o diretor destacou também os avanços locais na recuperação das coberturas vacinais e a coordenação entre entes federativos. “O Brasil vive um momento de recuperação da vacinação, especialmente entre as crianças, e Mato Grosso do Sul é um exemplo para o país. O Estado tem apresentado melhora significativa nos indicadores e demonstra como a parceria entre Ministério da Saúde, Governo do Estado e municípios faz a diferença”. Ele ainda chamou atenção para a vigilância e os riscos vindos de países vizinhos. “Mesmo com casos de sarampo em países vizinhos, como Paraguai e Bolívia, Mato Grosso do Sul fez um esforço importante para proteger a população, ampliando a vacinação e evitando a entrada da doença até o momento. Essa é uma conquista que precisa ser mantida”.

A coordenadora estadual de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, explicou que o planejamento antecipado permitiu iniciar a campanha de forma estruturada em todos os municípios. “Nosso objetivo é garantir acesso desde o início da campanha, com as equipes preparadas e estratégias definidas junto aos municípios. A adesão da população neste primeiro momento é fundamental para reduzir complicações, internações e óbitos”. A declaração foi usada para justificar a mobilização e o esforço por alta cobertura inicial.

Além das ações em unidades de saúde e pontos fixos, a Secretaria de Estado de Saúde informou que adotará estratégias extramuros, com apoio de Vacimóveis e ações específicas em diferentes regiões, visando ampliar o acesso da população à vacinação ao longo da campanha. A medida busca facilitar a imunização de grupos com menor acesso aos postos e reforçar a cobertura em áreas remotas.

O Governo do Estado e os municípios trabalharão de forma articulada com o Ministério da Saúde para manter o ritmo de aplicação das doses e acompanhar indicadores epidemiológicos, sem prejuízo da vigilância ativa e das medidas de proteção adotadas nas unidades de saúde.

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