Condenação de Meta e Google por vício em redes sociais abre precedente judicial nos EUA

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Um júri de Los Angeles condenou a Meta e o YouTube ao pagamento de US$ 6 milhões em indenizações por danos causados a uma jovem usuária. A decisão de quarta-feira estabelece que as plataformas são viciantes e prejudiciais à saúde mental do público infantojuvenil.

O veredito histórico representa o primeiro teste bem-sucedido de uma nova tese jurídica que enquadra as redes sociais como produtos defeituosos. A vitória judicial pode desencadear uma avalanche de litígios semelhantes movidos por indivíduos e distritos escolares em todo o país.

A ação pioneira foi movida por uma jovem californiana de 20 anos que ingressou no YouTube aos oito anos e no Instagram aos nove. A autora relatou o desenvolvimento de quadros severos de ansiedade e depressão associados ao uso compulsivo das plataformas desde a infância.

A tese central acusa as empresas de desenharem recursos como rolagem infinita para induzir a dependência propositalmente, e a representação legal da jovem descreveu essa arquitetura ao apresentar o caso aos jurados. “Aplicativos do Instagram e do YouTube foram construídos como cassinos digitais que lucram com comportamento viciante.”

As gigantes da tecnologia rejeitam as acusações e sustentam a ausência de comprovação científica robusta que vincule o uso de telas à dependência clínica. A defesa da Meta apresentou registros médicos durante o julgamento para argumentar que os problemas da autora derivavam de abusos familiares.

O YouTube argumentou que sua plataforma não funciona como uma rede social tradicional e não possui mecanismos voltados para a criação de vícios. As duas corporações manifestaram frustração com o resultado e confirmaram que pretendem recorrer da decisão judicial.

O cenário jurídico reserva novos desafios para o setor de tecnologia com uma série de julgamentos federais previstos para ocorrer em Oakland. Estados e escolas tentarão provar que as redes representam uma perturbação pública responsável por sobrecarregar os sistemas de saúde com tratamentos psicológicos.

A pressão sobre as plataformas ganha força com outras frentes judiciais recentes. Um júri do Novo México determinou na terça-feira que a Meta pague US$ 375 milhões por negligenciar a proteção de crianças contra predadores online.

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