Redução de perdas registra economia bilionária e amplia segurança hídrica em MS

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Mato Grosso do Sul produziu e distribuiu 11,7 bilhões de litros de água por mês e, com a diminuição das perdas, alcançou uma economia de 11,76 bilhões de litros entre 2023 e 2025, resultado que reforça a eficiência do estado na gestão dos recursos hídricos.

O volume poupado equivale, em termos aproximados, a 4.400 piscinas olímpicas cheias, e a estrutura operacional da concessionária abrange cerca de 664 mil ligações em 68 municípios, garantindo abastecimento universalizado nas áreas urbanas atendidas.

Eficiência no combate às perdas

Entre 2023 e 2025 a redução de perdas chegou a 8,5% do volume desperdiçado, o que, além da economia imediata, aumenta a capacidade de enfrentar períodos de estiagem e de preservar os mananciais usados pelo sistema de abastecimento.

Madson Valente, diretor comercial e de operações da Sanesul, chamou a atenção para o contexto internacional ao relacionar a gestão local com desafios globais. “Hoje, 75% dos países enfrentam algum nível de insegurança hídrica. Isso mostra que a água precisa deixar de ser apenas um tema de discurso e se tornar prioridade prática, com planejamento, investimento e responsabilidade coletiva”

O impacto operacional da redução de perdas também pode ser mensurado em usos concretos para a população. A economia de 11,76 bilhões de litros seria suficiente para abastecer Dourados por cerca de 190 dias, segundo dados apresentados pela companhia.

Madson Valente contextualizou a origem desse avanço e a aplicação dos recursos gerados. “Não é fruto do acaso. É resultado de investimentos permanentes, onde o superávit é integralmente revertido para a melhoria dos sistemas, tornando a operação cada vez mais eficiente”

Além de ganhos na eficiência, a aplicação contínua dos recursos contribui diretamente para o uso mais racional da água e para a proteção das fontes que abastecem os sistemas operados pela empresa.

Obras e ampliação da capacidade

Para fortalecer a segurança hídrica e ampliar a capacidade de atendimento, a Sanesul mantém um pacote de obras em 2026 que alcança regiões estratégicas do estado. Entre os municípios envolvidos estão Corumbá, Bodoquena, Dois Irmãos do Buriti, Miranda, Terenos, Aral Moreira, Itaquiraí, Mundo Novo, Ponta Porã, Naviraí, Dourados, Nova Alvorada do Sul, Rio Brilhante, Água Clara, Chapadão do Sul, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo e Bataguassu.

As intervenções incluem perfuração de novos poços, ampliação de reservatórios e modernização das redes de distribuição, medidas previstas para aumentar a estabilidade do fornecimento, acompanhar a expansão urbana e permitir respostas mais seguras em períodos de estiagem.

O Estado tem se destacado por garantir abastecimento pleno nos sistemas administrados pela companhia, fruto de investimentos permanentes na infraestrutura, enquanto outras regiões do país ainda enfrentam problemas como revezamento na distribuição.

A Sanesul também ressalta a importância da participação da população para preservar a segurança hídrica, recomendando uso consciente e a adoção de medidas simples no âmbito domiciliar, como a instalação de reservatórios de água.

Interrupções temporárias do sistema podem ocorrer por manutenção programada ou por fatores externos, como quedas de energia elétrica. Imóveis que não dispõem de caixa d’água são diretamente impactados nessas situações, o que costuma gerar reclamações em redes sociais e na imprensa, ainda que se trate de ocorrências técnicas e pontuais.

Madson Valente concluiu ressaltando o compromisso coletivo necessário para enfrentar os desafios hídricos e a importância do tema para a vida e o desenvolvimento. “A água é essencial para a vida, para os ecossistemas e para o desenvolvimento. Precisamos tratar esse tema com responsabilidade, tanto nas políticas públicas quanto nas atitudes do dia a dia”

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