Economia brasileira cresce 2,3% em 2025 e marca quinto ano seguido de alta

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A economia brasileira fechou 2025 com crescimento de 2,3%, conforme dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. No quarto trimestre, a variação foi de 0,1% em relação ao trimestre anterior, indicando estabilidade no ritmo de atividade.

Em valores correntes, o Produto Interno Bruto alcançou R$ 12,7 trilhões. O PIB per capita ficou em R$ 59.687, com avanço real de 1,9% frente a 2024. O resultado consolida o quinto ano consecutivo de expansão econômica.

Pela ótica da produção, todos os grandes setores registraram crescimento. A agropecuária avançou 11,7% e respondeu por 32,8% da expansão anual. Serviços cresceram 1,8% e a indústria, 1,4%. O desempenho do campo foi impulsionado por recordes de produção de milho e soja. Na indústria, a extração de petróleo e gás sustentou alta de 8,6% nas atividades extrativas. A construção teve variação positiva de 0,5%.

Entre os serviços, houve expansão em informação e comunicação, atividades financeiras, transporte, comércio, atividades imobiliárias e administração pública. Quatro segmentos concentraram 72% do crescimento do ano, agropecuária, indústria extrativa, outras atividades de serviços e informação e comunicação.

Pelo lado da demanda, o consumo das famílias avançou 1,3%, abaixo do resultado de 2024. O IBGE atribui a desaceleração ao ambiente de juros elevados. O consumo do governo subiu 2,1% e os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo, cresceram 2,9%, impulsionados por importação de máquinas e desenvolvimento de software. A taxa de investimento ficou em 16,8% do PIB.

No quarto trimestre, a indústria recuou 0,7%, enquanto serviços cresceram 0,8% e agropecuária 0,5%. O consumo das famílias ficou estável e o investimento caiu 3,5%. O consumo do governo subiu 1%.

“O PIB ficou estável em relação ao terceiro trimestre, mesmo com a queda nos investimentos, por conta da estabilidade do consumo das famílias e do crescimento no consumo do governo”, disse a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

O cenário de desaceleração está ligado ao ciclo de alta da taxa básica de juros conduzido pelo Banco Central. A Selic saiu de 10,5% ao ano em setembro de 2024 e atingiu 15% em junho de 2025, patamar mantido até o fim do ano. A política restritiva buscou conter a inflação, medida pelo IPCA, que permaneceu por 13 meses fora do intervalo de tolerância da meta oficial de 3%.

Mesmo com o aperto monetário, 2025 encerrou com a menor taxa de desemprego da série histórica, segundo o instituto.

O PIB reúne o valor de todos os bens e serviços finais produzidos no país e serve como principal indicador de desempenho econômico, embora não meça distribuição de renda ou qualidade de vida.

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