Museu da Imagem e do Som é reaberto com exposição de Rachid Waqued

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Após mais de um mês fechado para readequações, o Museu da Imagem e do Som voltou a receber o público na noite de quinta-feira 26, às 19 horas, com a exposição Fotografia e Memória, dedicada ao fotógrafo Rachid Waqued. O equipamento passou por revitalização do espaço museográfico e ganhou dois laboratórios voltados ao audiovisual.

Eduardo Mendes, diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, avaliou a reestruturação como um marco para a fundação. “O Museu tem novos espaços expositivos, ele traz uma nova condição com os nossos laboratórios de audiovisual, trazendo a população para dentro do MIS e a utilização desse equipamento para pessoas que muitas vezes não podem pagar um estúdio, não têm a condição de gravar um podcast, poderão fazer aqui na Fundação de Cultura. Então eu acho que a gente trabalha a economia criativa, a gente gera renda e coloca o Museu da Imagem do Som num cenário de uma amplitude maior de pessoas que passam a conhecê-lo agora. E a exposição de reabertura é muito bacana, a gente resgatar e mostrar a nossa história através da fotografia”. A avaliação foi feita durante a cerimônia de reabertura.

A primeira-dama Mônica Riedel participou da solenidade e ressaltou a aproximação do público com os novos equipamentos. “com os equipamentos que estão aí de última geração, podendo fazer com que as pessoas venham aqui e interajam, possam fazer, produzir também cultura aqui dentro, faz muito sentido nos dias de hoje, né? E aqui com certeza as exposições todas ficam muito mais acessíveis, as pessoas para virem visitar. O interessante é isso, é você mostrar o que é produzido culturalmente no Estado de Mato Grosso do Sul, e você ter as pessoas para virem aproveitar isso”. A fala ocorreu na abertura da mostra homenageando o fotógrafo.

Marcelo Miranda, secretário de estado de Turismo, Esporte e Cultura, destacou o papel do MIS no acolhimento social e na difusão do audiovisual sul-mato-grossense. “Essa revitalização organizada pela Fundação de Cultura é um divisor de águas, realmente trazendo uma estrutura bacana para a apresentação dos nossos audiovisuais, para exposições de artes visuais e a produção de podcasts, e produção de vídeos, dando suporte para os nossos trabalhadores de cultura melhorarem cada vez mais a sua produção, que já é uma referência no audiovisual sul-mato-grossense, e a gente cria condições aí para novos, novos, novos empreendimentos”. O secretário participou da cerimônia de reabertura e avaliou os impactos para a cadeia cultural.

Melly Sena, diretora de Memória e Patrimônio Cultural da FCMS, afirmou que a iniciativa integra a primeira etapa do programa Rota Cine e reforça a missão dos equipamentos culturais no cuidado com a memória estadual. “Esse projeto ele reforça a importância fundamental dos nossos equipamentos culturais, a gente fala que o estado com os museus, os arquivos e as bibliotecas, fazendo a guarda, a salvaguarda da memória, é um estado forte cuja história não vai ser esquecida. O nosso NIS que está aqui desde 2008, então esta é a primeira mudança mais substancial, espacial que a gente vai ter, e logo mais vocês vão poder ver, poder prestigiar”. A declaração situou a reabertura no contexto de preservação histórica.

Marcio Veiga, coordenador do Museu da Imagem e do Som, detalhou as intervenções físicas e as novas possibilidades ofertadas a produtores locais. “O MIS hoje reabre suas portas com uma nova roupagem. Alguns espaços foram readequados, de forma que a população tivesse um espaço mais confortável, mais tecnológico e um espaço que realmente pudesse aproveitar da melhor forma possível, mais acessível também para os produtores audiovisuais. Hoje nós temos a abertura de uma nova galeria, a criação de uma nova galeria e também a criação de um núcleo de produção audiovisual. A revitalização do museu, abrindo dois novos espaços acessíveis à população, é uma forma também de democratizar não somente o acesso do público geral, a visitação das escolas, a visitação de professores, o público de forma geral que vem para visitar, turistas, a população em si. Também é um espaço para produtores audiovisuais, usufruir de um novo espaço que está sendo criado, que é o nosso Laboratório Audiovisual, com possibilidade de gravação, edição, captação de imagem, captação de áudio, gravação de podcast e tudo mais”. A descrição aponta para uso público e profissional das novas estruturas.

Rachid Waqued, fotógrafo homenageado pela mostra, relacionou o trabalho atual com a tradição do registro documental e afirmou a continuidade do seu projeto autoral. “É, pensando no futuro, pensando em documentar o presente para o futuro, como exatamente fizeram os fotógrafos pioneiros que chegaram aqui no nosso estado, lá na 1800, 1900. Fizeram as imagens que nós temos até hoje, senão a gente nem sabia como é que era naquela época. Então, o que eu pensei? Eu vou fazer a mesma coisa, eu vou ser um documentarista do meu tempo, você é um contador de histórias visuais para as futuras gerações. Então, isso, essa exposição vem na esteira desse trabalho. É uma continuidade, não é um fim porque eu estou fotografando ainda, então é uma continuidade, é um parênteses nessa minha trajetória de mostrar que o que eu pensei lá atrás, há 40 anos atrás, já está dando frutos hoje, que eu já consigo mostrar esse trabalho, essa diferença, como o Estado cresceu”. A exposição integra a trajetória de décadas do autor.

Serviço

O MIS funciona de segunda-feira a sexta-feira das 07h30 às 17h30 e aos sábados das 8h às 18h. O endereço é Avenida Fernando Corrêa da Costa 559, 3º Andar, região Central de Campo Grande MS.

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