Regional de Ponta Porã registra 140 mil atendimentos e avança em tecnologia e sustentabilidade
O Hospital Regional de Ponta Porã (HRPP), referência para a região sul de Mato Grosso do Sul, registrou cerca de 140 mil atendimentos ao longo de 2025. O balanço consolidado do ano demonstra um alto volume de serviços prestados, incluindo 61.268 urgências e emergências, e a conquista de reconhecimento internacional pela excelência da sua Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A excelência da UTI foi atestada por um certificado internacional concedido pela Epimed Solutions e pelo fundo francês Fonds 101, após um ano de monitoramento rigoroso. Paralelamente, o Conselho Regional de Enfermagem (Coren-MS) emitiu um relatório atestando a plena conformidade da unidade em relação às normas técnicas, éticas e ao dimensionamento adequado do quadro de profissionais.
O desempenho robusto reflete o foco em resultados e humanização, conforme destacou Alex Marques, diretor-geral do HRPP. “Os indicadores de 2025 refletem o empenho da nossa equipe em oferecer uma assistência resolutiva e humanizada para toda a região”.
Inovação técnica eleva segurança e complexidade cirúrgica
O ano de 2025 foi marcado pela modernização dos protocolos de intervenção e pela introdução de inovações assistenciais. O hospital realizou sua primeira cirurgia por videolaparoscopia, uma técnica minimamente invasiva que contribui significativamente para acelerar a recuperação dos pacientes. Outros avanços incluem a implementação da laserterapia no tratamento de feridas e a criação da Comissão de Pele, focada na prevenção e reabilitação de lesões cutâneas.
De acordo com Rodrigo Lima, gerente assistencial, a integração dessas novas tecnologias fortalece a segurança do paciente. “Essas ações resultam em um processo de melhoria contínua da assistência ao paciente”.
Um marco técnico de grande relevância foi a conclusão do primeiro diagnóstico completo de morte encefálica na unidade. O procedimento seguiu rigorosos protocolos clínicos e contou com o suporte da diretoria para a realização de exames de hemodinâmica em serviço externo, garantindo a confirmação do quadro.
O diretor técnico, Antonio Martinussi, explicou que o cumprimento integral deste protocolo qualifica a instituição em um tema sensível. “O cumprimento integral deste protocolo é um registro histórico para a unidade. O diagnóstico preciso é a etapa que possibilita a captação de órgãos para doação, combatendo o subdiagnóstico no país e qualificando o hospital como um potencial doador”.
Compromisso socioambiental e ações de humanização
O HRPP elevou seu padrão de responsabilidade socioambiental ao receber, em dezembro de 2025, a certificação Green Kitchen. O selo internacional reconhece a reestruturação completa dos fluxos da cozinha — do controle rigoroso da água ao descarte final de resíduos — garantindo segurança alimentar e sustentabilidade de padrão internacional.
Além da certificação, o hospital mantém uma horta para suprimento próprio de hortaliças ao refeitório e realiza a gestão de resíduos por meio da triagem e destinação semanal de recicláveis para cooperativas locais. Murilo Fernandes, supervisor de Sustentabilidade, destacou que a gestão busca reduzir o impacto ambiental. “Nosso planejamento integra a gestão de resíduos e parcerias internacionais às metas de responsabilidade do hospital, com foco na redução do consumo de energia e descartáveis”.
Na área de humanização, o hospital promoveu 154 ações, alcançando 1.500 pessoas. O projeto “Laços de Amor” seguiu fortalecendo o suporte às famílias com orientações técnicas e treinamentos práticos, como manobras de desengasgo em recém-nascidos.
Aniele Pinheiro, analista de Humanização, detalhou o papel do projeto no apoio às famílias. “O projeto estabelece o contato entre a instituição e as famílias, com foco na orientação técnica e no cumprimento dos sinais de alerta em saúde”.
O balanço anual revela ainda um vigoroso desempenho cirúrgico e obstétrico, com 4.324 cirurgias e 1.525 partos realizados nas áreas materno-infantil, clínica e cirúrgica. O HRPP integra a rede estadual de saúde com uma estrutura de 117 leitos, sendo 20 de UTI, e é gerenciado pelo Instituto Social Mais Saúde desde agosto de 2025, contando com um corpo funcional composto por 100 médicos e 400 colaboradores.

