Mato Grosso do Sul amplia diálise peritoneal e oferece mais autonomia a pacientes renais crônicos
Nova estratégia da Secretaria de Saúde e parceiros fortalece a assistência domiciliar pelo SUS para pacientes renais crônicos, oferecendo flexibilidade e melhor qualidade de vida.
Pacientes com doença renal crônica em Mato Grosso do Sul estão recebendo um incentivo importante para a utilização da diálise peritoneal como modalidade de tratamento. A iniciativa, que visa ampliar a autonomia e a qualidade de vida dos indivíduos, é fruto de uma parceria estratégica entre a SES (Secretaria de Estado de Saúde) e a ABREC-MS (Associação Beneficente dos Renais Crônicos de Mato Grosso do Sul), fortalecendo o atendimento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A principal vantagem da diálise peritoneal reside na possibilidade de o tratamento ser realizado no próprio domicílio do paciente. Este método contrasta significativamente com a hemodiálise, que tipicamente exige que o indivíduo compareça a clínicas especializadas em média três vezes por semana. Ao permitir a flexibilidade do tratamento em casa, a diálise peritoneal minimiza os impactos na rotina profissional, escolar e familiar, além de reduzir a necessidade de viagens constantes.
A superintendente de Atenção à Saúde da SES, Angélica Congro, ressaltou que este projeto representa um avanço estratégico na linha de cuidado dedicada a pessoas com doença renal crônica.
“Esse projeto da SES, em parceria com a ABREC-MS, tem como objetivo fomentar a diálise peritoneal em nosso Estado. É um tratamento que a pessoa realiza em casa, o que promove mais qualidade de vida. O paciente não precisa abandonar o emprego, nem se ausentar por várias horas ao longo da semana. Além disso, reduz a necessidade de transporte de pacientes do interior para centros maiores. Portanto, é uma iniciativa que traz benefícios tanto para as pessoas quanto para o sistema público de saúde”, destacou Angélica Congro.
A ampliação do acesso e a qualificação da assistência dependem fundamentalmente do fortalecimento de parcerias, conforme a superintendente. Ela enfatiza a importância de contar com colaboradores que, em conjunto com o serviço público, ajudem a promover melhorias na atenção à saúde da população sul-mato-grossense.
Do ponto de vista logístico e clínico, o tratamento domiciliar oferece benefícios adicionais. A diálise peritoneal está associada a uma menor incidência de anemia, condição frequentemente observada em pacientes submetidos à hemodiálise. Além disso, o método pode diminuir a necessidade de certos medicamentos, contribuindo para melhores desfechos clínicos e para a sustentabilidade do sistema de saúde.
A rede pública garante que o acompanhamento dos pacientes continua de forma contínua, mesmo com a mudança para o tratamento em casa. Angélica Congro detalhou como se dá essa assistência constante, aliada à nova liberdade dos pacientes.
“Em vez de se deslocarem três vezes por semana para a hemodiálise, essas pessoas passam a fazer o tratamento no domicílio, muitas vezes no período noturno, sem deixar de ser acompanhadas pelos profissionais de saúde. Elas continuam assistidas e ganham mais autonomia para manter suas atividades diárias”.
A SES reforça que a expansão da diálise peritoneal está integrada à estratégia estadual mais ampla de qualificação da assistência a pessoas com doença renal crônica, mantendo o foco em um cuidado humanizado, contínuo e mais adaptado à realidade dos cidadãos de Mato Grosso do Sul.

