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MPMS impõe regras rígidas ao Carnaval de Corumbá e prevê até interrupção de desfiles

Regulamento foi entregue aos representantes das agremiações
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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul cobrou medidas rígidas para realização do Carnaval de Corumbá de 2026 e avisou que poderá interromper desfiles em caso de descumprimento das recomendações. A recomendação mira organizadores de blocos e o Executivo municipal diante da expectativa de público superior a 50 mil foliões por dia.

A orientação partiu da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Corumbá e foi assinada pelo promotor Pedro de Oliveira Magalhães. O documento se apoia em relatório técnico do 6º Batalhão da Polícia Militar, que apontou falhas recorrentes em edições anteriores, principalmente atrasos, extrapolação de tempo e formação de aglomerações que dificultaram a atuação policial.

O MPMS determinou que o prefeito Gabriel Alves de Oliveira, do PSB, a diretora-presidente da Fundação da Cultura, Wanessa Pereira Rodrigues, além de representantes de blocos oficiais, independentes e blocos de sujos, adotem imediatamente todas as medidas recomendadas. O texto prevê responsabilização em caso de omissão.

Um dos pontos centrais é a proibição total de bebidas em recipientes de vidro dentro das áreas privativas dos blocos e nos carros de apoio. A vedação inclui venda, porte, distribuição e circulação de garrafas e copos de vidro. Segundo o MPMS, apenas copos plásticos e latas serão permitidos, para reduzir cortes e ferimentos graves durante a festa.

O cumprimento rigoroso dos horários oficiais de desfile e dispersão também foi imposto. A promotoria destacou que atrasos geram buracos na avenida, sobreposição de blocos e aglomerações consideradas perigosas. O trajeto definido pelo Município e pelos órgãos de segurança deve ser respeitado, sem paradas não programadas que bloqueiem vias de emergência.

Exigências técnicas e possibilidade de suspensão

A recomendação obriga ainda a contratação de segurança privada em número compatível com o público estimado de cada bloco. Os organizadores devem manter brigadistas capacitados para prevenção de incêndios e atendimento de emergências médicas. Trios elétricos, carros de apoio e alegorias só poderão desfilar após vistoria do Corpo de Bombeiros.

O Ministério Público também exigiu condições mecânicas adequadas dos veículos utilizados. Partes expostas que ofereçam risco, como rodas e geradores, devem ser protegidas. Pessoas não autorizadas não podem subir em veículos em movimento.

No documento, publicado no Diário Oficial do MPMS desta quarta-feira, o promotor Pedro de Oliveira Magalhães afirma que o descumprimento das orientações autoriza a Polícia Militar a adotar medidas corretivas imediatas, inclusive interromper desfiles, se houver risco à ordem pública, à segurança coletiva ou à integridade física dos foliões.

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