PM atendeu 136 casos de violência doméstica em janeiro em Corumbá e Ladário
A Polícia Militar atendeu 136 chamados de violência doméstica apenas em janeiro de 2026 em Corumbá e Ladário, segundo dados do 6º Batalhão de Polícia Militar. As ocorrências envolveram desde averiguação de denúncias até flagrantes, com 23 autores ou suspeitos levados para a Delegacia de Polícia.
Segundo o 6º BPM, todas as denúncias de violência doméstica recebem prioridade operacional. As equipes são acionadas com urgência sempre que há risco imediato, agressão em andamento ou ameaça grave. A corporação afirma que atua também na fiscalização de medidas protetivas, com acompanhamento de casos considerados sensíveis para evitar reincidência e agravamento da violência.
Entre os registros do mês, houve um caso de violência doméstica com resultado morte, classificado como feminicídio. A ocorrência mobilizou forças de segurança e teve atuação conjunta das instituições envolvidas.
Na noite de 25 de janeiro, por volta das 19h30, uma equipe foi acionada via COPOM para atender denúncia no bairro Cristo Redentor, em Corumbá. No local, uma mulher de 32 anos apresentava lesões visíveis. Segundo a PM, o autor, um homem de 33 anos, foi localizado durante rondas. Vítima e agressor foram levados para a Delegacia de Polícia Civil.
Também na noite deste domingo, 25 de janeiro, por volta das 22h45, uma guarnição atendeu ocorrência em Ladário. A vítima, uma mulher de 26 anos, tinha ferimento na cabeça com sangramento intenso. O Corpo de Bombeiros foi acionado e fez o atendimento pré-hospitalar, com encaminhamento ao Pronto-Socorro. Segundo relato à polícia, a vítima sofre ameaças e agressões recorrentes de um homem de 21 anos e tentou encerrar o relacionamento diversas vezes. Ela informou interesse em pedir medida protetiva, e o registro foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Corumbá.
A Polícia Militar orienta que situações de violência em andamento ou risco imediato sejam comunicadas pelo 190. Denúncias também podem ser feitas pelo 180, canal nacional de atendimento à mulher. A PM recomenda ainda que vítimas guardem provas como mensagens, áudios e fotos de lesões e comuniquem qualquer descumprimento de medida protetiva.
