PUBLICIDADE
Estados Unidos autorizam exportação de chip avançado da Nvidia para a China

news 158045 1768359333

Regras buscam equilibrar comércio e segurança nacional

O governo dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira (13) a comercialização do H200 para o mercado chinês, liberando o envio do segundo processador mais potente da Nvidia voltado para inteligência artificial. A autorização ocorre mediante um novo regulamento que impõe diretrizes específicas para destravar os embarques, apesar da resistência de setores que defendem uma postura mais rígida contra Pequim.

Os componentes passarão por uma avaliação técnica obrigatória em laboratórios independentes antes de saírem do solo americano. O procedimento visa confirmar as capacidades de processamento dos chips. Além disso, o volume exportado para a China não poderá exceder 50% do total de unidades vendidas aos clientes baseados nos Estados Unidos.

A fabricante precisará certificar que o abastecimento do mercado interno americano está garantido antes de fechar negócios externos. Do lado dos compradores chineses, será necessário demonstrar a implementação de protocolos de segurança adequados e comprovar que a tecnologia não será utilizada para fins militares.

Mudança de estratégia e contexto político

A nova diretriz marca uma alteração na política adotada anteriormente pela gestão de Joe Biden, que havia proibido a venda de semicondutores de ponta para a China. O presidente Donald Trump anunciou no mês passado a permissão para essas operações, condicionada ao pagamento de uma taxa de 25% sobre as transações.

A lógica por trás da liberação é defendida por David Sacks, designado como responsável pela política de IA na Casa Branca. O argumento do governo é que o fornecimento contínuo de chips avançados desestimula o crescimento de concorrentes chineses, como a Huawei. A estratégia visa evitar que essas empresas intensifiquem seus esforços para alcançar ou superar os projetos desenvolvidos pela Nvidia e pela AMD.

A decisão enfrenta críticas de parlamentares e autoridades de ambos os espectros políticos nos EUA. Existe uma preocupação de que o acesso a esses equipamentos possa fortalecer o poder militar chinês e diminuir a vantagem tecnológica americana no setor de inteligência artificial. A Nvidia e a Embaixada da China em Washington não responderam aos pedidos de comentário sobre as novas regras.

PUBLICIDADE


andorinha

Veja também