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Trump descarta operação para capturar Putin e projeta solução para guerra na Ucrânia

Trump descarta operação para capturar Putin e aposta em solução diplomática para guerra na Ucrânia. Entenda a nova estratégia dos EUA.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartou a necessidade de uma operação militar para capturar o presidente russo Vladimir Putin, mesmo diante da guerra contínua na Ucrânia.

A declaração foi dada nesta sexta-feira (9) durante uma reunião com executivos do setor petrolífero em Washington, em resposta a uma pergunta direta de um repórter.

Não acho que será necessário”, afirmou Trump sobre a possibilidade de autorizar uma missão desse tipo. A fala contrasta com a operação que levou à captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e ocorre em um momento de mudança na estratégia americana no conflito europeu.

O presidente norte-americano expressou otimismo, porém contido, sobre o fim da guerra. Ele citou números de baixas e a situação econômica adversa da Rússia como fatores que pressionam por uma solução.

“A economia russa está em má situação. Acho que vamos acabar resolvendo isso. Gostaria que tivéssemos conseguido mais rápido”, disse Trump.

Ele mencionou que, apenas no último mês, cerca de 31 mil pessoas teriam morrido, muitas delas soldados russos.

Em sua avaliação sobre a dinâmica de poder, Trump minimizou a influência europeia e elevou o papel dos Estados Unidos sob sua liderança.

“Eu diria que o presidente Putin não tem medo da Europa. Ele tem medo dos Estados Unidos da América, liderados por mim”, declarou, atribuindo ao poderio militar e político de Washington a principal fonte de pressão sobre Moscou.

A mudança de estratégia de Washington na guerra

Desde o início do atual mandato de Trump, os Estados Unidos passaram por uma transição significativa em sua postura no conflito. O país deixou de atuar exclusivamente como apoiador militar da Ucrânia para assumir um papel central de mediação ativa.

 A estratégia atual da Casa Branca é costurar diretamente um acordo de paz entre Kiev e Moscou, buscando convencer o Kremlin a aderir aos termos negociados com a Ucrânia. Este movimento representa um pragmatismo que busca encerrar o conflito, mas também introduz uma condicionalidade ao apoio americano, diferente do compromisso incondicional anterior.

As declarações de Trump foram feitas em um momento crucial de diplomacia. Enquanto ele falava em Washington, representantes da Ucrânia e dos Estados Unidos participavam, ao lado de uma coalizão de países aliados, de negociações em Paris.

O objetivo dessas conversas é superar as últimas divergências em um acordo de paz que Washington pretende finalizar com o governo ucraniano antes de submetê-lo à apreciação da Rússia.

O presidente americano também revelou frustração pessoal com o andamento do conflito. Ele afirmou ter mantido ao longo dos anos um bom relacionamento com Vladimir Putin, mas declarou que a guerra na Ucrânia, que inicialmente parecia “uma das mais fáceis de resolver”, tem se mostrado um desafio complexo e prolongado.

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