PF afirma que não pode reduzir som de ar-condicionado em cela de Bolsonaro
Polícia federal alega impossibilidade técnica e estrutural para atender pedido da defesa do ex-presidente por silêncio na sala de estado-maior
A Polícia Federal (PF) informou que não tem como diminuir o ruído do ar-condicionado na cela do ex-presidente Jair Bolsonaro, nem alterar a localização do equipamento. A corporação, em ofício enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), respondeu a uma solicitação da defesa do ex-presidente que pedia medidas para atenuar o barulho no local de detenção.
Esta não é a primeira vez que a situação de Bolsonaro em custódia levanta questões; recentemente, Moraes autorizou Bolsonaro a realizar exames hospitalares após queda.
Os advogados de Bolsonaro haviam solicitado a Moraes a determinação de ações corretivas para o problema do ruído. A defesa alegou que o aparelho de ar-condicionado está próximo à janela da cela, a qual “não dispõe de vedação adequada”, e sugeriram a remoção do equipamento ou a instalação de isolamento acústico no local. Segundo os advogados, a situação caracteriza uma “perturbação à saúde e integridade do preso”.
A PF justificou sua posição afirmando que “não há, no momento, alternativa física que atenda às exigências de segurança institucional para instalação de Sala de Estado-Maior”. A corporação acrescentou, no ofício, que em relação à redução ou eliminação do ruído, “não se vislumbra viabilidade no curto prazo, em razão da complexidade da intervenção, que demandaria paralisação prolongada das atividades da Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal”.
A defesa do ex-presidente ainda argumentou que o barulho contínuo “gera ambiente incompatível com o repouso mínimo necessário” para a manutenção das condições físicas e psicológicas de Bolsonaro, enfatizando a importância de um ambiente adequado para a integridade de qualquer detido.
