Tereza Cristina mantém candidatura à presidência do Senado e PL discute voto aberto

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A senadora Tereza Cristina (PP-MS) reafirmou que pretende disputar a presidência do Senado em fevereiro de 2027, enquanto o PL articula uma proposta para tornar aberta a votação que escolherá o próximo comando da Casa. A parlamentar mantém conversas com o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, sobre um possível acordo para a disputa.

Atualmente, a eleição é realizada por voto secreto. A direção do PL pretende discutir nesta quarta-feira (4) a possibilidade de defender a divulgação dos votos dos parlamentares. A proposta busca identificar como cada senador se posicionará e pressionar integrantes eleitos com apoio do bolsonarismo que poderiam apoiar a recondução de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Marinho também manifestou interesse em concorrer, mas afirmou que não pretende enfrentar Tereza Cristina na eleição. “Continuamos a conversar. Estamos (discutindo) um acordo entre nós, mas não seremos candidatos um contra o outro”, declarou o senador.

A senadora sul-mato-grossense confirmou que os dois seguem com a intenção de disputar o cargo, embora ainda não exista uma definição sobre quem terá o apoio do grupo primeiro. “Rogério Marinho e eu conversamos muito sobre esse assunto, até por sermos do mesmo campo. A minha candidatura está mantida e a dele também. Vamos ver mais para frente. Temos pouco menos de 90 dias para isso. E eu quero ser a primeira mulher presidente do Senado”, afirmou.

Uma das alternativas discutidas pela oposição é um revezamento entre os dois aliados, com um deles disputando a presidência em 2027 e o outro ficando para a eleição de 2029. O formato ainda depende de entendimento entre os parlamentares.

Além de Tereza e Marinho, Davi Alcolumbre também é apontado como possível candidato à reeleição. O atual presidente do Senado conta com apoio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A escolha será feita pelos próprios senadores em fevereiro do próximo ano.

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