Tereza Cristina confirma intenção de disputar presidência do Senado em 2027
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) confirmou que pretende trabalhar por uma candidatura à presidência do Senado em 2027. A parlamentar afirmou em agosto que a disputa dependerá da composição formada depois das eleições e de uma construção entre os senadores, sem apresentar a candidatura como definida antecipadamente.
A eleição de 4 de outubro renovará 54 das 81 cadeiras do Senado, enquanto Tereza está entre os 27 parlamentares cujo mandato segue até 2031. Dos atuais ocupantes das vagas em disputa, 32 tentam a reeleição e pelo menos 22 não permanecerão como titulares dessas cadeiras na próxima legislatura.
Entre as bases políticas relacionadas à possível candidatura está a ligação da senadora com o agronegócio. Tereza foi ministra da Agricultura e atualmente exerce mandato pelo PP de Mato Grosso do Sul, mantendo atuação frequente em propostas relacionadas ao setor rural.
A relação entre Senado e Supremo Tribunal Federal também aparece entre os temas envolvidos nas articulações para o próximo comando da Casa. Neste mês, Tereza declarou que o Senado deveria exercer suas responsabilidades constitucionais diante das suspeitas envolvendo integrantes do STF, defendendo apuração com respeito à ampla defesa e à Constituição.
Em Mato Grosso do Sul, o candidato ao Senado Vander Loubet (PT) afirmou ao Campo Grande News que, caso seja eleito, pretende apoiar Tereza numa eventual disputa contra Davi Alcolumbre e que comunicou essa posição diretamente à senadora. Segundo ele, o apoio estaria acompanhado da defesa de temas como agricultura familiar, juros e desenvolvimento sustentável.
Capitão Contar (PL), que também disputa uma das duas vagas do Estado, declarou ao mesmo veículo que poderia apoiar Tereza caso ela se torne o nome de consenso de seu campo político. Ele condicionou essa possibilidade a compromissos relacionados às pautas que pretende defender no Senado.
A definição do próximo presidente do Senado ocorrerá depois da posse da nova legislatura, prevista para 1º de fevereiro de 2027. Até lá, a composição resultante das urnas deverá determinar quais candidaturas efetivamente serão formalizadas e quais alianças serão construídas dentro da Casa.

