Diplomatas pedem mulher no Itamaraty e Simone Tebet aparece entre cotadas

A Associação de Mulheres Diplomatas Brasileiras (AMDB) anunciou que enviaria ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma carta pedindo que ele considere indicar uma mulher para comandar o Ministério das Relações Exteriores. Entre os nomes mencionados em conversas dentro do Itamaraty está o da ex-ministra do Planejamento Simone Tebet, nascida em Mato Grosso do Sul.

Segundo reportagem do Metrópoles publicada na quarta-feira (28), a carta não apresenta nomes para o cargo. Tebet, no entanto, é apontada por integrantes da carreira diplomática como uma das opções que reuniriam apoio entre diferentes grupos do ministério, inclusive fora da associação responsável pela iniciativa.

De acordo com a reportagem, diplomatas veem na ex-ministra a possibilidade de uma mulher assumir o comando do Itamaraty e de aproximar o ministério do agronegócio. Tebet pertence a uma família tradicional do setor e construiu sua trajetória política em Mato Grosso do Sul antes de disputar uma vaga no Senado por São Paulo nas eleições deste ano.

Outro aspecto mencionado nas conversas é o fato de Tebet não pertencer à carreira diplomática. Integrantes do ministério avaliam que uma pessoa com experiência política poderia atuar nas articulações relacionadas aos interesses da pasta.

O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad também aparece nas conversas como possível nome político para o comando das Relações Exteriores. A definição, segundo a reportagem, pode depender ainda de quem ficará à frente da Casa Civil, para a qual são citados Camilo Santana e Rui Costa.

Apesar da discussão sobre nomes de fora da carreira diplomática, uma das possibilidades consideradas é a permanência de Mauro Vieira como chanceler. Para a Secretaria-Geral das Relações Exteriores, segundo posto mais importante da estrutura ministerial, são mencionados os embaixadores Gisela Padovan e Mauricio Lyrio.

Tebet concorreu ao Senado por São Paulo e terminou a disputa em terceiro lugar, atrás de Guilherme Derrite e André do Prado, conforme os dados citados pela reportagem. Até a publicação do texto, a carta da associação defendia a consideração de uma mulher para o cargo, sem indicar uma candidata específica.

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