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Trabalho Escravo: Nova lista inclui empregadores de Corumbá, Aquidauana, Bela Vista e Ivinhema

Quatro empregadores de Mato Grosso do Sul entraram na nova atualização do cadastro federal de responsáveis por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão. Os casos ocorreram em Ivinhema, Bela Vista, Aquidauana e Corumbá e envolvem, juntos, 23 trabalhadores identificados durante fiscalizações.

Em Ivinhema, a A. B. Pires Empreiteira Ltda foi incluída após fiscalização que identificou nove trabalhadores nas condições apontadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Em Corumbá, o registro ligado a Rubens Antonio Claro, na Fazenda MR2, envolve oito pessoas.

Os outros dois casos tiveram três trabalhadores cada. Um deles aparece em Bela Vista, relacionado ao espólio de Paulo Sergio Angelo e à Fazenda Alegria, enquanto o outro está ligado à João Luiz Righetti Ltda, na Fazenda Mamãe Querida, em Aquidauana.

Com as quatro novas inclusões, Mato Grosso do Sul passa a ter 27 empregadores publicados no cadastro conhecido como “lista suja”. A entrada ocorre somente depois da conclusão do processo administrativo referente à fiscalização, com decisão administrativa definitiva sobre a autuação que caracterizou condições análogas à escravidão.

País teve 82 novas inclusões

A atualização publicada nesta terça-feira (6) acrescentou 82 empregadores de 21 unidades da Federação, sendo 54 pessoas físicas e 28 pessoas jurídicas. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, os novos casos envolvem 553 trabalhadores e foram identificados pela Inspeção do Trabalho entre 2024 e 2026.

Minas Gerais teve o maior número de novas inclusões, com 19, seguida pela Bahia, com oito. Amazonas e Maranhão registraram seis cada, enquanto Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio Grande do Sul e Piauí tiveram quatro ocorrências.

Criação de bovinos para corte liderou as atividades econômicas entre os novos registros, com oito casos. Serviços domésticos apareceram em sete, enquanto produção de carvão vegetal e café tiveram seis inclusões cada e construção de edifícios registrou cinco.

Os nomes permanecem publicados durante dois anos. Nesta atualização, 151 empregadores deixaram o cadastro após completarem o período previsto de permanência.

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