Lula vence em quatro países e Flávio nas Filipinas nos primeiros boletins do exterior
Os primeiros boletins de urna divulgados neste domingo (4) mostram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como o mais votado entre brasileiros na Nova Zelândia, Coreia do Sul, Malásia e Singapura. Nas Filipinas, Flávio Bolsonaro (PL) ficou em primeiro lugar. A votação também já terminou em outros países da Ásia e da Oceania por causa da diferença de fuso horário.
Na Nova Zelândia, Lula recebeu 234 votos, o equivalente a 70,48% dos votos considerados nos boletins já divulgados. Flávio teve 64, com 19,28%. Na Coreia do Sul, foram 123 votos para Lula e 72 para Flávio, percentuais de 56,94% e 33,33%, respectivamente.
A diferença foi menor na Malásia, onde Lula terminou com 44 votos contra 27 de Flávio. Em Singapura, o presidente recebeu 190 votos e o candidato do PL, 92.
As Filipinas registraram o resultado inverso. Flávio Bolsonaro recebeu 33 dos 62 votos válidos contabilizados, ou 53,23%, enquanto Lula teve 26, com 41,94%.
Na Austrália, a contagem disponível ainda não abrangia todas as seções. Com 26 das 29 contabilizadas no levantamento divulgado durante a manhã, Lula somava 5.283 votos e Flávio, 2.022. Augusto Cury aparecia com 276 e Renan Santos com 266.
Além desses países, brasileiros já haviam concluído a votação no Japão, China, Coreia do Norte, Timor-Leste e Taiwan. No Japão, que concentra um dos maiores eleitorados brasileiros fora do país, boletins ainda estavam sendo reunidos durante a manhã.
Quase 919 mil brasileiros podem votar fora do país
Ao todo, 918.876 brasileiros estão aptos a votar no exterior nas eleições de 2026. As seções foram instaladas em 186 cidades e, fora do Brasil, a escolha é feita apenas para presidente e vice-presidente da República.
Os Estados Unidos concentram o maior eleitorado brasileiro fora do país, com cerca de 265 mil pessoas aptas. Portugal aparece em seguida, com aproximadamente 135 mil, enquanto o Japão reúne cerca de 88 mil eleitores.
A votação no exterior começou ainda no sábado pelo horário de Brasília, com a abertura das urnas na Nova Zelândia. O processo segue os horários locais de cada país, fazendo com que algumas seções já estejam fechadas enquanto eleitores em outras partes do mundo ainda se dirigem às urnas.
