PUBLICIDADE
Vigilância Sanitária interdita clínica clandestina com 42 internos em Três Lagoas

Equipe da Vigilância Sanitária interdita clínica clandestina em Três Lagoas

Fiscalização aponta ausência de autorização e atendimento inadequado

A Vigilância Sanitária Estadual interditou nesta quarta-feira uma unidade que mantinha 42 pessoas internadas no Jardim Roriz em Três Lagoas. O local funcionava sem autorização para clínica médica e estava credenciado apenas como comunidade terapêutica. Internos, incluindo pessoas com graves doenças psiquiátricas como esquizofrenia e residentes interditados judicialmente, permaneciam no imóvel em desacordo com as atribuições previstas para o serviço.

De acordo com fiscais, a Estância Terapêutica Efésios 6 atuava além do permitido, realizando internações, inclusive compulsórias e com encaminhamentos judiciais, prática vedada a comunidades terapêuticas. A vistoria constatou também a falta de equipe clínica especializada e ausência de estrutura para suporte médico imediato, incompatível com a gravidade de alguns quadros encontrados no endereço.

Estância mantinha pacientes de alta complexidade sem respaldo legal

A unidade será impedida de receber novos internos. Todos os residentes deverão ser transferidos para estabelecimentos adequados no prazo de até 30 dias, conforme definido após a interdição cautelar. O estabelecimento recebeu ainda um auto de infração sanitária e tem 15 dias úteis para apresentar defesa. Entre as medidas que poderão ser aplicadas estão advertência, multa, apreensão de material, cancelamento de licença e interdição parcial ou total.

Segundo um dos fiscais estaduais envolvidos, a situação contraria tanto a Lei Federal sobre drogas quanto as normas técnicas da Anvisa. “O estabelecimento não é uma clínica. Ele se apresenta como clínica nos processos judiciais, mas se trata de uma comunidade terapêutica, que deve acolher residentes, e não pacientes. Isso é vedado pela Lei Antidrogas, a Lei Federal nº 11.343/2006, e por resoluções e notas técnicas da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)”. Comunidades terapêuticas são voltadas apenas para acolhimento voluntário, não podendo manter internações de ordem judicial ou ofertar assistência médica especializada.

PUBLICIDADE



Veja também