Chapa pura de Flávio Bolsonaro repete fórmula que venceu uma única vez na história

Mesa de reunião política com documentos e bandeira do Brasil, representando a formação de chapa eleitoral

Chapa composta apenas por filiados do PL não tem precedente vitorioso desde a redemocratização, exceto a dupla Collor e Itamar, que se desfez no governo.

A decisão do PL de lançar Flávio Bolsonaro (RJ) e Alfredo Gaspar (AL) como chapa presidencial em 2026 repete uma estratégia que só deu certo uma vez no Brasil após a ditadura militar. Em 1989, Fernando Collor e Itamar Franco foram eleitos pelo PRN, mas a aliança não resistiu ao mandato. Itamar, que tinha histórico no PMDB, se filiou ao PRN apenas para ser vice e, após romper com Collor e o impeachment em 1992, voltou ao partido original e assumiu a Presidência.

Antes de definir Gaspar como vice, o PL tentou ampliar a base aliada. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) e a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques (Republicanos) foram cotadas para o posto, mas as negociações não avançaram. Republicanos e a federação PP e União Brasil declararam neutralidade no primeiro turno e não vão compor formalmente a chapa.

A postura dessas legendas reflete a fragmentação dos palanques estaduais. Em São Paulo, o PP apoia Flávio e a reeleição de Tarcísio de Freitas, enquanto no Nordeste governadores e parlamentares dessas siglas mantêm alianças com o governo Lula. O PSD, por sua vez, lançou chapa própria com Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab.

Com as negociações frustradas, o PL optou por manter a chapa dentro do partido, formalizando Alfredo Gaspar como vice.

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