Polícia Civil analisa promoção por bravura de agentes envolvidos na captura de criminoso em Ladário
O Conselho Superior da Polícia Civil criou uma comissão para analisar se quatro agentes envolvidos na captura de Osmar Pereira da Silva, de 49 anos, conhecido como Branco, devem receber promoção por ato de bravura. A medida alcança um delegado e três investigadores de Ladário, onde o condenado a 74 anos de prisão foi localizado em 26 de julho.
A portaria, publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (29), não concede a promoção aos servidores. O documento determina apenas a apuração da conduta dos policiais, da possível caracterização do ato de bravura e da relação direta da atuação com o trabalho desempenhado.
Ao fim da análise, os integrantes da comissão deverão produzir um relatório e recomendar ao conselho a medida considerada adequada. O grupo será presidido pelo delegado Carlos Delano Gehring Leandro de Souza e terá ainda a delegada Ana Cláudia Oliveira Marques Medina e o escrivão de Polícia Judiciária Gilberto Artero Ramos Filho.
Prisão ocorreu em serralheria
Branco foi encontrado em uma serralheria na região central de Ladário durante uma operação da delegacia do município, com apoio da equipe da 1ª Delegacia de Polícia de Corumbá. As buscas passaram pelos bairros Centro e Alta Floresta II após uma investigação do Setor de Investigações Gerais apontar que ele estaria escondido no imóvel.
A apuração também indicava que o endereço poderia servir para guardar armas e drogas. No local, os policiais apreenderam três armas de fogo escondidas, munições de diferentes calibres, uma porção de droga, materiais que seriam usados no preparo e na divisão do entorpecente e roupas semelhantes às utilizadas por integrantes das forças de segurança pública.

Um homem de 43 anos foi identificado durante a investigação por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas. Todo o material recolhido foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Ladário.
Osmar cumpre condenações por roubo qualificado, furto qualificado, receptação e participação em organização criminosa, e a previsão é que permaneça no sistema prisional até 2041. A investigação policial aponta ligação dele com o PCC e participação em um grupo especializado em roubos de grande porte contra residências, cargas e instituições financeiras.
Ele também é investigado por supostamente encomendar fuzis destinados a assaltos a bancos. Em 2012, já havia sido preso sob acusação de integrar uma quadrilha ligada a roubos em Bodoquena, Anastácio e Bonito, período em que estava foragido da antiga Colônia Penal Agrícola de Campo Grande.
Naquela época, o grupo teria atacado uma residência, um mercado, uma lotérica e uma joalheria, com prejuízo estimado em R$ 120 mil. A investigação atual prossegue para apurar a origem das armas encontradas na serralheria, o destino da droga e a possível participação de outras pessoas.
