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MP-SP realiza operação contra lavagem de dinheiro ligada ao PCC em São José dos Campos

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A investigação mira lavagem de dinheiro em São José dos Campos e levou o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil a expedir e cumprir três mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira.

Foram decretados bloqueios sobre veículos e imóveis de alto padrão, além da constrição de R$ 2,5 milhões, em medidas ligadas às apurações sobre ocultação de patrimônio oriundo do tráfico de drogas.

A apuração identificou uso de pessoas jurídicas para a realização de negócios imobiliários com o objetivo de ocultar a origem, a localização e a titularidade dos recursos, e teve início ao constatar movimentações patrimoniais incompatíveis com a capacidade financeira dos investigados, conforme informado pelas autoridades responsáveis.

A investigação indicou que valores eram direcionados a um ex-integrante do Primeiro Comando da Capital condenado na Operação Boate Azul, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado em 2016, que comandava o tráfico de drogas na zona sul da cidade e que já havia sido morto.

Entre os alvos da atual operação está pessoa que, por ocasião da Operação Boate Azul, recebeu sentença de 13 anos e 2 meses de reclusão por falsidade ideológica, porte de arma e tráfico de drogas, vinculada às investigações iniciadas em 2016.

Operação Boate Azul

Em 2016 o Gaeco deflagrou a Operação Boate Azul e constatou a atuação de uma organização criminosa que dominava o tráfico na zona sul de São José dos Campos, com comando atribuído a membro do PCC, de acordo com documentação do processo.

Na fase inicial foram identificadas 23 pessoas que participavam da estrutura, 14 prisões ocorreram durante a operação e outras nove pessoas já haviam sido detidas em flagrante por tráfico de drogas. As apreensões incluíram mais de 100 quilos de pasta base de cocaína e maconha, além de armas e documentos.

Uma segunda fase teve início em outubro de 2017, quando denúncia apontou a participação de 30 policiais civis na organização criminosa. Além de agentes públicos, uma advogada e mais quatro pessoas foram condenadas por crimes que incluíram tráfico de drogas, extorsão e corrupção.

Dos 30 policiais civis processados, 26 receberam condenações por improbidade administrativa, com penas que abrangeram perda do cargo, suspensão dos direitos políticos por prazos entre três e oito anos e pagamento de multa civil fixada em 30 vezes o valor dos vencimentos. Os agentes foram ainda condenados, solidariamente, ao pagamento de indenização por danos sociais estipulada em R$ 2 milhões, valor sujeito a atualização monetária e incidência de juros.

Em outubro de 2023 a Justiça de São José dos Campos condenou mais cinco pessoas por lavagem de dinheiro no desdobramento das investigações relacionadas à Operação Boate Azul, mantendo o foco nas ramificações do crime financeiro associado ao tráfico.

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