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Senatran autoriza circulação experimental de 41 hexatrens da Suzano em rodovias de MS

A Secretaria Nacional de Trânsito publicou a Portaria nº 571 no Diário Oficial da União autorizando a circulação, em caráter experimental e por 12 meses, de 41 hexatrens da Suzano em seis trechos de rodovias estaduais de Mato Grosso do Sul.

A permissão vale apenas para trechos não pavimentados em Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas e lista individualmente os veículos por placa e número de chassi, de forma que somente os caminhões citados poderão participar dos testes.

As composições autorizadas são modelos Volvo FM 540, sendo 25 com configuração 6×4 acopladas a semirreboques de dois eixos e 16 com configuração 6×6 utilizando semirreboques de três eixos, conforme descrito na portaria.

O experimento tem o objetivo de reunir informações técnicas e operacionais para subsidiar estudos futuros de regulamentação sobre essa inovação veicular, uma vez que as configurações autorizadas ainda não estão previstas entre as combinações nacionalmente homologadas.

Os trajetos indicados incluem a MS-357, a MS-338, dois trechos da MS-456 e a MS-340 em Ribas do Rio Pardo, além da MS-459 em Três Lagoas, com os pontos iniciais e finais delimitados por coordenadas geográficas e a circulação condicionada à anuência do órgão responsável por cada via.

As regras de operação determinam que as composições não circulem em vias públicas pavimentadas, não trafeguem em comboio e mantenham distância mínima de 300 metros entre si medida entre o último semirreboque do veículo da frente e o caminhão-trator do veículo seguinte, além de permitir o tráfego nos dois sentidos das vias.

Durante o período experimental a Suzano será responsabilizada por eventuais danos causados à infraestrutura e terá de adotar medidas para minimizar riscos e impactos nos trechos autorizados, incluindo avaliação de pontes, bueiros e demais estruturas ao longo das rotas.

Em até 30 dias após a publicação da portaria a companhia deverá encaminhar à Senatran, com anuência do órgão responsável pela via, um estudo técnico inicial sobre a capacidade estrutural e geométrica dos trajetos, mas os testes poderão começar antes da apresentação do estudo desde que haja concordância do órgão rodoviário.

A Senatran exigiu também o envio de relatórios técnicos trimestrais reunindo dados operacionais, informações de telemetria, desempenho dos veículos, ocorrências, acidentes, colisões, infrações, histórico de manutenção e condições de trafegabilidade das estradas, com indicação de medidas corretivas, dificuldades e avaliações de desempenho observadas.

As composições terão identificação visível nas laterais e na traseira com a inscrição “Veículo em teste” e apenas técnicos, engenheiros da Suzano ou pessoas autorizadas por eles poderão conduzir ou ocupar os veículos, conforme as exigências da portaria.

A autorização não se estende automaticamente a outros hexatrens da frota da empresa e estabelece que composições com pesos e dimensões superiores aos limites nacionais só poderão operar após a concordância dos órgãos rodoviários responsáveis, para verificação da compatibilidade da infraestrutura.

A portaria não especifica peso, comprimento ou carga máxima permitida durante os testes nas vias públicas, de modo que números divulgados anteriormente pela fabricante sobre composições de 60 metros e CMT de até 250 toneladas não ficam confirmados para esses trechos estaduais pela Senatran.

Hexatrens da Suzano em estrada não pavimentada de MS com identificação 'Veículo em teste' e equipe técnica ao lado

Historicamente a Suzano vinha utilizando hexatrens apenas dentro de fazendas desde 2019, com informações da fabricante indicando configurações anteriores de 54 metros e capacidade para até 200 toneladas e, mais recentemente, veículos com 60 metros e CMT projetada de até 250 toneladas para operações em unidades industriais.

A Senatran deixou claro que a autorização poderá ser revogada a qualquer momento em caso de descumprimento das exigências e que a circulação deverá ser interrompida se os estudos técnicos não forem aprovados ou apontarem inviabilidade da operação em vias públicas.

As informações são do Campo Grande News

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