PP e União Brasil optam por neutralidade na eleição presidencial e frustram planos de Flávio Bolsonaro
Ciro Nogueira comunicou a Flávio Bolsonaro que a federação do PP e União Brasil ficará neutra no primeiro turno podendo repetir a posição no segundo turno
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) informou a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que a federação formada pelo PP e pelo União Brasil adotará neutralidade na disputa presidencial no primeiro turno e estuda manter a mesma postura no segundo turno.
A campanha de Flávio seguirá em busca de um nome para a vice até o prazo final das coligações no dia 5 de agosto na expectativa de que a escolha melhore as intenções de voto. A tentativa de composição já havia recebido resposta negativa da senadora Tereza Cristina (PP-MS).
Em caráter regional a federação não terá postura uniforme e em alguns estados ficará ao lado de candidaturas de direita enquanto em outros poderá apoiar aliados do presidente Lula. Entre os fatores que influenciaram a decisão estão a falta de entusiasmo das legendas com a candidatura de Flávio e o momento de crise interna enfrentado pelo pré-candidato do PL.
Também pesou o receio de reaparecimento de acusações sobre supostas ligações de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro e as queixas do PP sobre a ausência de apoio do PL a candidatos a governador do partido em alguns estados.
Uma fonte do Centrão avaliou o cenário político. “Expectativa de poder às vezes é maior do que o poder”.
Em 2022 o PP se aliou ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a relação de Ciro Nogueira com o então presidente era considerada muito boa. Desde então o presidente do PP tem reclamado que Flávio Bolsonaro não o defendeu quando foi alvo de uma operação da Polícia Federal e o partido reclama da falta de compromisso do PL com candidaturas estaduais, caso do Mato Grosso onde o PL lançou oficialmente Wellington Fagundes em vez de apoiar Otaviano Pivetta do Republicanos. As conversas também mostram dificuldades em estados como Roraima e Acre.
Priscila Costa que foi apontada como pivô da crise entre Flávio Bolsonaro e Michelle no Ceará deixou a disputa ao Senado e terá candidatura a deputada federal.

